Militares morrem em confronto na fronteira entre China e Índia
Este é o primeiro conflito com vítimas fatais desde 1967

Nesta terça-feira (16), as potências asiáticas informaram que os conflitos em uma região disputada na fronteira entre a Índia e a China deixaram ao menos três militares indianos mortos e vítimas do lado chinês.

Fontes do governo indiano alegaram que nenhum tiro foi disparado, mas houve uma briga física entre soldados que usavam bastões e jogavam pedras.

Este é o primeiro confronto com vítimas fatais em mais de três décadas entre as Forças Armadas dos dois países, detentores de armas nucleares.
Nas últimas semanas as tensões têm crescido no vale do rio Galwan, na região dos Himalaias, com os dois lados trocando acusações sobre supostos avanços de fronteira, que se estende por cerca de 3.500 km em uma região montonhosa.

Em 1962 a China e a Índia travaram uma guerra pelo controle da região. Nas duas décadas seguintes, os países tentaram chegar a um acordo, mas as tentativas foram frustradas.

Nos últimos dez dias, o diálogo foi retomado com a intenção de tentar retirar centenas de tropas da região, mas novamente os países não chegaram a um acordo.

Apesar de algumas brigas físicas envolvendo oficiais dos dois lados terem ocorrido, desde 1967 ninguém havia morrido na fronteira. Segundo autoridades indianas, este último confronto aconteceu na noite desta segunda-feira (15).

"Isso é extremamente, extremamente sério, isso vai contaminar qualquer diálogo que estivesse acontecendo", disse o ex-comandante do Exército indiano D. S. Hooda.

No entanto, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, alegou que quando tropas indianas provocaram e atacaram os chineses, houve uma grave violação do consenso que havia sido alcançado pelos dois países

"O que é chocante é que, em 15 de junho, o lado indiano violou severamente nosso consenso e atravessou a fronteira duas vezes e provocou e atacou as forças chinesas, causando um violento confronto físico entre as duas forças fronteiriças", disse Lijian a repórteres em Pequim.

As Forças Armadas Chinesas exigiram que a Índia retornasse ao diálogo e parasse com todas as provocações.

Contém informações da/o Folha de S.Paulo.
continua em outra matéria