Magazine Luíza abre processo seletivo apenas para negros
A discriminação é válida para fazer justiça social? E é eficaz para por fim na desigualdade e no racismo?

Nesta sexta-feira (18), o Magazine Luíza anunciou a abertura de um processo seletivo para trainees exclusivo para candidatos negros. A empresa alega que sua intenção é promover justiça social, combater o "racismo estrutural", reduzir desigualdades e estimular a inclusão. O grupo informa que mesmo que a maioria de seus funcionários sejam negros, poucos ocupam cargos de liderança.

A proposta gerou polêmica nas redes sociais, com pessoas defendendo e criticando a discriminação feita com base na cor da pele. O primeiro ponto a ser destacado é: trata-se de uma empresa privada, que tem todo o direito de estipular os critérios de contratação que bem entender, mesmo que não sejam técnicos e objetivos. O segundo ponto a ser destacado é: ela não vai por fim ao racismo empregando meios discriminatórios e revanchistas de escolha de pessoal.

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Embora a esquerda acredite que, com base na chamada "dívida histórica", quaisquer meios de priorização de negros sobre brancos são válidos para se atingir a tão falada "justiça social", do ponto de vista ético e moral, os fins não justificam os meios. Logo, se você pretende corrigir séculos de preconceito e desigualdade através de discriminação com base na cor, mesmo que seja sob a alegação revanchista de beneficiar o lado "oprimido", você não vai corrigir problema nenhum, pelo contrário.

As intenções pode parecer boas, mas se os meios empregados são moralmente questionáveis - a exemplo das cotas raciais, que ressuscitaram os tribunais raciais nas Universidades - nada positivo pode advir disso. O racismo e a desigualdade de oportunidades entre negros e brancos só se resolvem de uma maneira: com conscientização e estímulo à educação para todos. É um caminho longo, mas é o caminho certo.

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