Justiça condena União por declaração de Weintraub sobre 'plantações de maconha' nas federais
Ex-ministro da "falta de Educação" continua sendo um problema, mesmo longe do MEC

Nem após deixar o cargo de ministro da Educação Abraham Weintraub deixa de dar prejuízo. A juíza da 2ª Vara Cível Federal de São Paulo, Sílvia Figueiredo Marques, condenou a União a pagar R$ 50 mil pela sua declaração de que haveria "plantações extensivas de maconha" em Universidades Federais. O valor pago será revertido a um fundo em defesa de interesses difusos da sociedade civil.

A afirmação de Weintraub foi feita para o portal "Jornal da Cidade", em novembro do ano passado. Na ocasião, o ex-ministro da "falta de Educação" também disse que os laboratórios das Instituições seriam utilizados para produção de substâncias ilícitas. A declaração foi rechaçada por reitores e associações universitárias à época. Mesmo assim, ele reafirmou o que disse na entrevista quando foi convocado a se explicar perante a Câmara dos Deputados, mesmo sem apresentar provas.

Em suas redes sociais, publicou reportagens sobre o consumo de maconha e drogas sintéticas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB), mas sem provas de que teriam sido plantadas ou produzidas no local. A juíza ainda determinou que o Governo Bolsonaro reembolse a União Nacional dos Estudantes (UNE) pelos custos com a proposição da ação civil pública da qual é autora.

Segundo a magistrada, Weintraub "por diversas vezes fez afirmações, sem embasá-las em provas, que visavam a denegrir a imagem dos estudantes". Em seu entendimento, "a honra coletiva dos estudantes foi atacada, sem dó nem piedade, pelo ex-ministro. Para o mesmo, ofender as pessoas era coisa corriqueira. Não poupou nem os ministros do Supremo Tribunal Federal, como se viu na, agora pública, reunião do dia 22 de abril". E concluiu: "Não foi um comentário de um qualquer do povo. Foi o ministro da Educação falando dos estudantes".

Contém informações da/o O GLOBO.
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