Guedes "talvez desista" da nova CPMF
Ministro volta a revisar o aumento de impostos

Nesta quinta-feira (15), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que talvez desista do imposto sobre transações financeiras e pagamentos eletrônicos. Os críticos desse imposto o comparam com a antiga CMPF, o que o ministro sempre rechaçou. Ele também voltou a pensar em descartar o aumento de impostos.

Paulo Guedes
Paulo Guedes

A ideia do tributo sobre transações financeiras e pagamentos eletrônicos seria para bancar a desoneração na folha de pagamento das empresas.

Em um seminário, organizado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, Guedes afirmou que os bancos já cobram o que ele mesmo chamou de CPMF. O ministro afirmou ainda que as instituições financeiras são contra esse imposto porque “querem beber água onde os bancos bebem”.

Em um evento na quarta-feira, o ministro disse que a economia com a reforma administrativa pode ser maior que os R$ 300 bilhões que ele estima. Segundo ele, essa cifra pode ser superada por conta da baixa reposição de servidores. A reforma foi proposta considerando uma taxa reposição de servidores de 70%. Mas esse percentual está mais baixo que o previsto. - Conforme ele aponta.

Apesar dessas declarações públicas do ministro indicarem que há a possibilidade de ele abandonar a ideia de implementar um imposto digital, seus assessores próximos garantem que ele não desistiu de propor o novo tributo.

Também fontes ligadas ao ministro disseram que ele apenas quer apaziguar os ruídos desse assunto, e voltar a debater o tema com mais intensidade somente depois das eleições municipais. Por que tanto suspense?

Será que devemos ter alguma esperança nisso? Ou é melhor não acostumarmos com essas promessinhas de Guedes?

Contém informações da/o O Globo.
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