Bolsonaro não se responsabiliza pela falta de vacinas
Governo argumentou sobre demora na vacinação em documentos enviados ao STF

O governo federal argumentou, em documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a União não se responsabiliza com os atrasos em viabilizar a vacinação contra a Covid-19, visto que a tarefa está a cargo de estados e municípios.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Imagem: Reprodução/Internet)

De acordo com a Advocacia Geral da União (AGU), em ofício apresentado, consta que "o ente federal está adotando as medidas para garantir as vacinas e demais insumos à população, de modo que os atrasos verificados na efetiva aplicação das doses, a cargo dos entes subnacionais, não podem ser imputados ao ente federal".

Porém, algumas mensagens compartilhadas em redes sociais sobre o número de vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde e também sobre a quantidade aplicada irritaram governadores e prefeitos.

Eles alegam que as mensagens são descontextualizadas e tendem a desinformar e colocar a população contra os gestores locais, uma vez que as postagens não explicam que parte dos imunizantes recebidos seria para a segunda dose, perante a falta de regularidade nas distribuições pelo governo federal.

No entanto, o que o governo tenta omitir é o fato que o presidente Jair Bolsonaro ordenou o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a sabotar a aquisição da Coronavac, produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Além de recusar negociação para a compra do imunizante da Pfizer ainda no ano passado.

Contém informações da/o O Globo e O Antagonista.
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