Duas pessoas morrem baleadas em protestos de militantes 'antirracistas'
Essa é a terceira noite de protestos nos Estados Unidos após Jacob Blake ter sido baleado pelas costas

Na madrugada de terça (25) para quarta-feira (26), duas pessoas morreram baleadas e uma outra ficou ferida em Kenosha, no estado americano de Wisconsin. Vídeos nas redes sociais exibem cenas caóticas de gente correndo e gritando em meio a rajadas de tiros ou tratando ferimentos a bala. Blake foi baleado pelas costas durante ação policial no domingo (23), levando a uma nova onda de revolta após o caso George Floyd.

O caos dessa madrugada ocorreu depois que os manifestantes que desafiaram o toque de recolher pareciam ter se acalmado, quando a polícia já havia disparado gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersá-los. As informações foram dadas pelo Departamento de Polícia de Kenosha em um comunicado. As autoridades acreditam que a pessoa que ficou ferida deve sobreviver.

Nos vídeos, é possível ver multidões perseguindo um homem correndo pela rua com um rifle, depois de acreditarem que ele havia atirado em outro. Um dos manifestantes que participou da perseguição deu um chute no home com rifle depois que ele caiu no chão, enquanto outro tentou agarrar sua arma, e pareceu ser baleado à queima-roupa, caindo no chão.

Em outro vídeo, um homem parecia ter levado um tiro na cabeça, enquanto várias pessoas corriam em seu socorro tentando freneticamente cuidar de seu ferimento e mantê-lo alerta. Outro vídeo mostra uma pessoa com um ferimento grave no braço sentado no chão e sendo ajudado por um homem armado enquanto a polícia se aproxima.

Os protestos de Kenosha atraíram milícias patrulhando as ruas com rifles ou montando guarda do lado de fora das empresas para protegê-las de saqueadores ou incendiários. “Eles são como um grupo de vigilantes”, disse o xerife do condado de Kenosha, David Beth, ao Milwaukee Journal Sentinel, embora admita não saber se o homem no centro da explosão estava ligado a tal grupo.

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Devin Scott, 19, disse ao Chicago Tribune que estava em um grupo que gritava “Black Lives Matter” quando o tiroteio começou e que ele tentou sem sucesso reanimar uma das vítimas: “Esse cara com uma arma enorme passa por nós no meio da rua e as pessoas gritam: 'Ele atirou em alguém! Ele atirou em alguém! ' E todo mundo está tentando lutar contra o cara, perseguindo-o, e então ele começa a atirar novamente”.

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O rapaz relata que caiu no chão durante a próxima rajada de tiros e depois tentou ajudar uma pessoa que estava caída na rua. “Eu o estava embalando em meus braços. Eu estava tentando manter esse garoto vivo e ele não estava se movendo nem nada. Ele estava simplesmente deitado lá”, disse Scott. “Eu não sabia o que fazer e então essa mulher começou a fazer RCP. Não havia pulso. Acho que ele não conseguiu”.

Contém informações da/o Reuters.
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