Brasil aceitou cloroquina dos EUA mesmo sem eficácia comprovada
Ernesto Araújo comentou sobre esse envio feito pelo governo de Donald Trump

Nesta terça-feira (18), o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse sobre o trabalho do ministério em adquirir insumos de cloroquina para o Brasil. Dentre as investidas, o Itamaraty aceitou "doação" de cloroquina feita pelo governo norte-americano do então presidente Donald Trump.

Araújo disse que os estoques do medicamento no país estavam "drasticamente baixos" fato que levou o governo a correr atrás da compra de insumos para sua produção. Assim, uma das investidas foi aceitar dos Estados Unidos montantes de cloroquina.

Houve busca por cloroquina. Em função de um pedido do Ministério da Saúde, procuramos viabilizar insumos para hidroxicloroquina. É um remédio para doenças crônicas. É necessário que tenha seu estoque preservado e esse estoque havia baixado

Declaração de Ernesto Araújo à CPI da Covid.

Enquanto respondia sobre o assunto ao senador Renan Calheiros (MDB), Ernesto Araújo foi lembrado por Omar Aziz (PSD) que naquele moimento já existia determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os perigos do uso da cloroquina contra a Covid-19. Aziz teve que lembrar o óbvio para que ninguém esqueça da gravidade do problema.

O governo de Jair Bolsonaro (Sem partido) priorizou adquiri estoques e estoques de um medicamento sem a eficácia comprovada, e que hoje sabemos que pode agravar os problemas, em detrimento da vacina, o único "tratamento" conhecido capaz de evitar o contágio pelo vírus. O Brasil foi "tigrão"na hora de obter cloroquina e "tchuchuca" na hora de comprar vacinas. Lamentável.

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