Bolsonaro tenta defender remédios experimentais e cita HIV
O presidente afirmou que o HIV era contraído por uma "classe específica" com comportamentos sexuais "diferenciados"

Ainda em visita a cidade catarinense, Jair Bolsonaro tentou defender a prescrição de remédios experimentais a tratamentos de doenças, comparando o uso de alguns medicamentos para o tratamento de pessoas com HIV.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress)

Em sua declaração, ele disse que o HIV foi contraído essencialmente por uma "classe específica" que mantinham comportamentos sexuais "diferenciados".

O presidente falou que:

"Depois, tivemos a questão da Aids. No início dos anos 1980. Naquela época, o que foi usado para combater o HIV? Foi o coquetel AZT (azidotimidina). Era comprovado cientificamente? Não. Caso não tivesse sido usado, não chegaríamos no futuro ao coquetel. Que dá quase uma condição de vida normal a aquele que contraiu o vírus".

Ele completou sua justificativa ao afirmar que ninguém foi contra a aplicação dos medicamentos na época:

"Agora, por que não se combateu também? Porque o HIV era voltado para uma classe específica que tinha comportamentos sexuais diferenciados e também se contraía via compartilhamento de agulhas. E ninguém foi contra. Isso foi ou não algo off label. Algo fora da bula? Foi".

Contém informações da/o O Antagonista.
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