Bancada religiosa pode dar adeus a um ministro terrivelmente evangélico?
A operação da Lava Jato deflagrada hoje certamente complica as coisas para um dos nomes cotados

A Operação E$quema S, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (9), pode frustrar a nomeação de um dos queridinhos para a vaga de "ministro do Supremo terrivelmente evangélico", o ministro e atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

Por que? O filho do ministro, Eduardo Martins, está sendo denunciado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro por exploração de prestígio, peculato e lavagem de dinheiro.

A PF executa mais de 50 mandados de busca e apreensão contra advogados e escritórios que aparecem na delação do ex-presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (FECOMERCIO), Orlando Diniz. A Operação E$quema S investiga o desvio de mais de R$ 151 milhões da entidade, do SENAC e do SESC.

A suspeita é de que Eduardo, que foi contratado pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin, por R$ 5,5 milhões, teria o objetivo de "influir em atos praticados por ministros do Superior Tribunal de Justiça", informou O Antagonista.

Será que Bolsonaro teria coragem de nomear Martins após tais indícios virem à luz?

continua em outra matéria