Autora de Harry Potter é cancelada por criar personagem travesti
A escritora fez algo imperdoável: um vilão que se veste de mulher para enganar suas vítimas

J.K Rowling, escritora mundialmente reconhecida pela obra "Harry Potter", foi cancelada pela "lacrosfera" após escrever um livro que possui um personagem psicopata que se veste de mulher para enganar suas vítimas.

Ou seja, de acordo com a militância canceladora, não pode haver vilões que sejam transexuais ou travestis que o autor será considerado "transfóbico".

A escritora foi mais longe e fez o que é imperdoável: o personagem ainda é psicopata.

Seguindo essa lógica, autores que criam um vilão hétero é "heterofóbico"? Os que fazem vilões negros são racistas?

A herança do pensamento engajado na literatura oriundo da França — com Sartre e Simone de Beauvoir — traz consequências ao mundo todos; a arte deixa de ter fim em-si-mesma e passa a ter um papel político.

Essa mesma turminha que se julga crítica de cinema e literatura parece nunca ter visto Psicose, de Alfred Hitchcock, em que um psicopata se veste de mulher para atacar suas vítimas.

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