Atestado de óbito revela que Elias Maluco morreu por 'asfixia mecânica'
Traficante foi encontrado morto em sua cela na Penitenciária Federal de Catanduvas-PR

O traficante "Elias Maluco", mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes em 2002, morreu em decorrência de "asfixia mecânica, enforcamento e compressão do pescoço", segundo o atestado de óbito emitido pelo Registo Civil de Pessoas Naturais de Catanduvas-PR. Elias Pereira da Silva, nome de batismo, foi encontrado morto em sua cela nesta terça-feira (22), na Penitenciária Federal da região.

O caso está sendo considerado suicídio pela Polícia Federal, mas continua aberto, aguardando a conclusão da perícia. De acordo com o delegado responsável, Daniel Martarelli da Costa, tudo indica "suicídio clássico". O detento deixou cartas a familiares e não quis falar com sua advogada, Lucéia Machado, na véspera do ato, o que ela considerou estranho, porque Elias sempre recebeu seus defensores.

"Nas cartas, ele não relatou o motivo do ato. Diz, basicamente, que não tinha mais vontade de viver e pediu perdão à família, dizendo que não era um ato de covardia, mas, sim, de coragem, que ele se sentia pronto para aquilo. Ele não relatou nada sobre ameaça ou motivação", relata o delegado. As imagens da câmera de segurança do presídio também foram analisadas, e o local da morte periciado, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN).

Elias Maluco, que comandava a facção que sequestrou, torturou e matou Tim Lopes, cumpria pena privativa de liberdade de 13 anos, por ser o mandante do crime contra o jornalista, por conta de uma reportagem sobre abusos sexuais contra menores de idade e tráfico de drogas em bailes funk da Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro.

Contém informações da/o UOL Notícias.
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