ATENÇÃO: Perguntas para enquadrar Ernesto Araújo AGORA na CPI
VOCÊ tem a missão de fazer com que essas perguntas cheguem aos senadores!

Você tem que fazer seu trabalho. Seu trabalho é fazer com que as próximas perguntas, elaboradas pelo jornalista Daniel Ritner, chegue aos senadores que interrogarão Ernesto Araújo agora na CPI.

Ernesto Araújo
Ernesto Araújo (Reprodução/Internet)

O ex-chanceler Ernesto Araújo depõe hoje na CPI da Pandemia. Esforços por cloroquina, desprezo pelo uso de máscaras, hostilidade com o embaixador da China, recusa em negar tese olavista -- eis um possível roteiro para perguntas dos senadores

1) Por que a mobilização dos recursos diplomáticos brasileiros para obter suprimento de cloroquina com Índia e EUA, conforme atestam tuítes do ex-chanceler em 20/5/20 e 31/5/20? Ele tomou a iniciativa sozinho ou houve determinação do ptesidente?

2) Na crise sanitária mais grave das nossas gerações, por que a insistência do ex-chanceler em descredibilizar a Organização Mundial da Saúde (OMS) nas suas entrevistas e discursos? (O governo Trump também era crítico da OMS e anuncia a saída dos EUA da organização)

3) Segundo o colunista @guilherme_amado, Ernesto não queria que o Brasil integrasse o consórcio Covax Facility. Só cedeu pela atuação da embaixada Maria Nazareth Farani (antes em Genebra, hoje em NY). O gov Bolsonaro optou pela compra mínima de vacinas (10% de sua população).

4) Em março de 2020, o jornalista @FR_BSB perguntou para Ernesto qual era a influência de Olavo de Carvalho no Itamaraty. Depois, questionou se havia alguma ideia de Olavo com a qual o ex-chanceler não concordava. Por exemplo, quando o escritor disse não existir uma pandemia.

6) A Fundação Alexandre de Gusmão, vinculada ao Itamaraty, chamou pensadores de ultradireita para debater o "mundo pós-coronavírus". Entre eles, um palestrante com a tese de que usar máscara faz mal para pessoas saudáveis. Depois, esse trecho foi destacado no site da Funag.

7) Ernesto jamais confirmou se pediu mesmo ao governo da China para trocar o embaixador em Brasília, Yang Wanming, com quem havia trocado farpas. Ernesto pode até considerar que tinha motivos, mas é uma ofensa diplomática e gera risco de represálias. Como foi esse pedido?

8) O relatório de gestão sobre 2020 do Departamento de Saúde dos EUA de fato relata gestões para que o Brasil não aceitasse a Sputnik V. Independentemente de razões técnicas, que cabem à Anvisa, Ernesto precisa esclarecer como foram essas gestões -- ou se o gov Trump mentiu.

9) Seis de janeiro. Extremistas invadem o Capitólio. Alguns carregam símbolos nazistas ou supremacistas. Ernesto fala em "cidadãos de bem" e esquerdistas "infiltrados". Meses depois, EUA têm vacinas sobrando. Essa postura Brasil gera antipatia do gov Biden para doses ao Brasil?

10) O ex-ministro Ernesto Araújo pode garantir que recebia convidados em seu gabinete, inclusive jornalistas, respeitando o mínimo de distanciamento e com o uso de máscara? Ou simplesmente ignorava o uso de máscara, como em muitas1 solenidades públicas?

11) A repórter @camposmello revela, na Folha de S. Paulo, telegramas que mostram atuação do Itamaraty para obter cloroquina na Índia. Mais surpreendente: até nov/20, nenhuma instrução para diplomatas prospectarem vacinas ou insumos na China.

12) O jornalista @JamilChade conta, no UOL, que viagem de comitiva brasileira a Israel não gerou acordo nenhum por escrito com o hospital Ichilov. Por que telegramas trocados entre o Itamaraty em Brasília e a Embaixada do Brasil em Tel Aviv foram classificados como secretos?

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