Amazônia ou Bolsonaro?
Ninguém quer negociar com o país que aproveita a pandemia para "passar a boiada"

Quase três meses após a divulgação da reunião ministerial do dia 22 de abril, a pergunta que fica é: passou a boiada ou não?

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Reprodução/DefundBolsonaro)

Uma campanha internacional entitulada "DefundBolsonaro" pelo fim do financiamento do governo Bolsonaro mostra que sim. Cerca de 60% da floresta amazônica já foi desmatada e as consequências não tardarão a bater na porta.

O Brasil sempre teve de lidar com os avanços contra a área verde do país, mas a situação com o governo atual mudou completamente o cenário. A destruição atual e sem precedentes da Amazônia está ligada a grandes marcas, que compram suprimentos de incendiários da floresta.

O filme "O Fórum", que detalha os bastidores do encontro de líderos mundiais em Davos, ilustra bem como o mundo inteiro enxerga o presidente brasileiro. Vergonhosamente teve que discursar em português, um dos únicos do mundo, estampando sua falta de preparo.

Mas muito além de sua deficiência diplomática, a maior preocupação dos líderes mundiais está voltada para a destruição da Amazônia. Essa conjuntura afeta diretamente os brasileiros, colocados nessa posição de desmatador representada por Bolsonaro, o mundo começa a se fechar para nós.

O acordo do Mercosul com União Européia ainda não se concretizou justamente por essa postura irresponsável. Ninguém quer fazer negócios no país em que o ministro do Meio Ambiente (Ricardo Salles) quer aproveitar a pandemia do coronavírus para "passar a boiada".

A campanha coloca um questionamento importante: você escolhe Amazônia ou Bolsonaro? Um presidente que fecha o país para o mundo ou valorizar os setores que nos garantem economicamente há tantos anos?

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