A CPMF que merecemos
Veja a proposta que merecemos ouvir do governo

Assunto das últimas semanas, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi um pesadelo para os brasileiros entre 1997 e 2007 e, desde então, foi sugerido a sua recriação para abastecer os gordos cofres públicos do dinheiro mal gerido.

Hoje, o governo avalia tarifar transações eletrônicas e afirma que poderá arrecadar R$ 100 bilhões por ano, sendo que a proposta seria de 0,2% sobre o valor movimentado. Portanto, seria necessário movimentar R$ 50 trilhões por ano para alcançar a quantia almejada. Entretanto, o PIB (Produto Interno Bruto) de 2019 foi de R$ 7,19 trilhões, ou seja, 7 vezes menor do que o estipulado fantasiosamente pelo Ministério da Economia. Uma conta que jamais fecharia.

Indo na contramão, o Estado não pode ver uma nova modalidade de renda ou empreendedorismo que não pensa duas vezes em regular, burocratizar e tributar. Além disso, a União gasta maior parte do seu orçamento anual em aposentadorias, pensões e folha de pagamento do funcionalismo público, sobrando uma pequena parte para investimentos e ativos.

Para piorar, ainda há pessoas que veem o dinheiro público como uma "mamata infinita" e que jamais acabará, agindo com desrespeito, corrupção e vaidade.

O Brasil precisa mais do nunca de uma reforma tributária e administrativa, privatizações, revisão do pacto federativo e enxugamento da máquina, mas precisa também do Corte de Privilégios, Mamatas e Facilidades, a CPMF que merecemos.

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