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Justiça
MPF denuncia prefeito Átila Jacomussi por fraude em licitação e corrupção em Mauá

O prefeito afastado e preso preventivamente foi denunciado pelo MPF por crimes em compras de uniformes escolares

30/01/2019 16h25

O prefeito afastado e preso preventivamente foi denunciado pelo MPF por crimes em compras de uniformes escolares na operação Prato Feito

O MPF ofereceu denúncia contra o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com a acusação de prática de fraude em licitações e contratos, corrupção e formação de organização criminosa. Outras 9 pessoas são acusadas, entre empresários e funcionários da administração municipal.

A denúncia é fruto da operação “Prato Feito” que antecedeu a operação “Trato Feito” que resultou na prisão preventiva do político desde dezembro do ano passado.

Segundo o MPF, durante as investigações foi descoberto que o prefeito, à época deputado estadual e candidato à Prefeitura (2016), recebeu pagamentos indevidos durante a eleição para favorecimento do grupo empresarial de Carlos Zeli Carvalho em contratos com a municipalidade, com a intermediação do assessor de Àtila, José Eduardo Gaspar, na Assembleia Legislativa – ALESP e secretário de governo em Mauá.

A acusação apontou atos, após o Prefeito assumir o cargo, de favorecimento das empresas em licitação para aquisição de 48.000 kits de uniformes escolares (Pregão 24/2017), nos quais teria direcionado efetuado manobra para redução de competitividade de modo que se sagrasse vencedora a empresa “Revemtex Indústria e Comércio Ltda ME”. O MPF estima que houve superfaturamento em 50% no preço das mercadorias adquiridas, resultando em prejuízo de R$ 4 milhões para ao município. Durante as diligências foram apreendidas planilhas em poder de Welington Fernandes, apontado como lobbista, com a indicação de 15% do valor em favor do intermediário do Prefeito, José Gaspar, e outros 3% para o secretário da educação Fernando Daniel Coppola.

A MPF pede a condenação dos envolvidos, além de R$ 8.340,00 milhões, equivalente ao contrato supostamente superfaturado, a título de prejuízos ao município e União, perda de bens e valores produtos dos crimes imputados e do cargo político, bem como a inelegibilidade e inabilitação por 5 anos.

Os demais denunciados foram Fernando Daniel Coppola, ex-secretário de educação de Mauá, João Eduardo Gaspar, assessor na ALESP e ex-secretário de governo, Samara Gomes Barlera, ex-assessora parlamentar de Átila,  Carlos Zeli Carvalho, Edson Carvalho, Leandro Carvalho, Selma Aparecida Nunes, Welinton Fernandes Alves e Isaías Nunes Cariranha, intermediários.

 

 

 

 

 

Correspondente do MBL News no ABC.