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Impeachment
Ex-presidente da ACISCS protocola mais um pedido de impeachment do prefeito José Auricchio Jr

Pedido refere-se a reprovação de contas pelo TRE-SP após denúncia do MPF

22/08/2019 13h19

SÃO CAETANO DO SUL – O advogado e ex-presidente da ACISCS dr. Walter Estevam Junior, protocolou na última terça-feira (20) mais um pedido de impeachment do prefeito de São Caetano do Sul José Auricchio Jr.

Esta não foi a primeira vez que o prefeito sofre um pedido de interrupção do mandato.

Cauê Camata e Kim Kataguiri protocolam pedido de impeachment na Câmara Municipal

Em julho de 2018, o MBL através de seus coordenadores Cauê Camata (SCS) e do Coordenador Nacional e agora deputado federal Kim Kataguiri, protocolaram o pedido de impeachment do prefeito com base nas denúncias do Ministério Público Estadual (MPE). A época, o pedido foi arquivado pelos vereadores do município. A votação encerrou-se quando 15 dos 19 vereadores votaram a favor do arquivamento. Os parlamentares que votaram favoráveis ao pedido de cassação foram Ubiratan Figueiredo (PR), Cesar Oliva (PR), Jander Lira (PP) e Chico Bento (PP).

No começo do mês de agosto, em entrevista ao Jornal ABC Repórter, o advogado do MBL Rubinho Nunes, disse que caberia nova ação contra o prefeito Auricchio junto à Câmara Municipal de São Caetano do Sul, que “teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por conta da captação irregular de recursos, da mesma mulher que levou Camilo Cristófaro (vereador na Capital) à cassação em São Paulo”.

Rubinho lembrou, naquela ocasião, que o pedido de impeachment de Auricchio foi rejeitado de plano, ou seja, sem ser colocado em plenário para votação e acrescentou: “Mas agora mudou, e não é mais possível isso acontecer, e se acontecer de novo, será cabível acionar na Justiça o presidente da Câmara”.

Não obstante, e agora com um fato novo – a série de reportagens da Rádio CBN intitulada “Escândalo do Cartão de Visitas”, no qual denuncia o aparelhamento da organização social Fundação ABC por parte de vereadores e assessores, o advogado e ex-presidente da ACISCS dr. Walter Estevam Junior entrou com um novo pedido de impeachment contra o prefeito. As alegações, além desta mencionada acima, resume-se pelo fato de o prefeito já ter sido condenado em primeira instância à perda da diplomação por infrações na eleição de 2016, quando recebeu doação de R$ 350 mil de pensionista do INSS que recebia R$ 2.600,00 por mês; 2) suas contas da campanha eleitoral desaprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), de que “organizou e comandou o maior esquema de caixa 2 da eleição de 2016”; 3) corroborando às denúncias da Rádio CBN, o fato da filha do denunciado Isabella Auricchio, ter sido empregada num centro de especialidades Xavier de Toledo de Santo André, mesmo sem ter o devido registro na Sociedade Brasileira de Dermatologia e também nem no Conselho Regional de Medicina, onde recebe salário de R$ 5.472,22, sendo que a mesma foi apresentada por funcionários do centro de especialidades como dermatologista e que trabalhava três dias por semana, conforme noticiou a CBN”.

Thiago Auricchio – Na denúncia, também é citado: “Igualmente o outro filho do denunciado Thiago Auricchio, eleito Deputado Estadual com a ajuda de pessoas empregadas pela Fundação ABC e de vereadores derrotados que indicaram parentes para trabalhar na Fundação ABC com altos salários, disse que as contratações respeitaram as regras da lei, segundo matéria publicada pela CBN.” Também é destacado, que entre as indicações do denunciado, consta na matéria da CBN que o mesmo indicou para trabalhar na Fundação ABC, seu ex-secretário de Mobilidade Urbana Filinto de Almeida Teixeira, como Diretor Geral, com salário de R$ 24.457,75.

Por fim, dr. Walter requer o recebimento e o processamento da denúncia, manifestação de Procuradoria e, caso aceita, a constituição de Comissão Processante, com três vereadores, notificação para o prefeito apresentar defesa, emissão de parecer, apreciação pelo plenário e, caso aceita, dê-se início à instrução, atos, diligências, e audiências necessárias, nova oportunidade de defesa ao denunciado e “ao final, sendo julgada procedente a denúncia, em sessão de julgamento no plenário desta Casa Legislativa, por 2/3 (dois terços) de seus membros, em votação nominal e aberta, com a competente perda do cargo de Prefeito Municipal e expedição do respectivo Decreto Legislativo de Cassação do mandado do Senhor Prefeito”.

(fonte: Jornal ABC Repórter, Rádio CBN)

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Estudante de Letras, são-paulino, fã de System of a Down, devoto de São Dostoiévski (o maior escritor-filósofo do mundo). Intrínseco a mim: Política, Jornalismo, Filosofia e Sociologia. Sou MBL com muito orgulho.