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Operação Cash Delivery: MPF denuncia Marconi Perillo por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Advogado de defesa alega perseguição contra o ex-governador de Goiás, e diz que Marconi não teme o enfrentamento dos fatos

22/06/2019 20h25 - Por Josana Ribeiro Morais

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou na última quarta-feira, 19 de junho, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, do PSDB, e outras quatro pessoas envolvidas por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa praticados quando este ainda era senador e também enquanto governador. A denúncia foi resultado da operação Cash Delivery, desdobramento da Lava Jato, e decorre de acordos com a Construtora Odebrecht. O Tucano chegou a ser preso no dia 10 de outubro de 2018 pela Polícia Federal, mas conseguiu habeas corpus no dia seguinte.

Segundo a denúncia assinada pelo Procurador Hélio Telho Corrêa Filho, publicada dia 21 de junho, Marconi Perillo enquanto governador de Goiás solicitou e recebeu propinas no valor calculado até o momento de R$ 17.808.720,17 da Odebrecht para favorecer interesses da empreiteira em contratos e obras no Estado de Goiás. Na denúncia o MPF requer a condenação dos envolvidos, apreensão de bens, reparação ou devolução do dano causado e a aplicação da pena de interdição do exercício de cargo ou função pública dos envolvidos pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada.

O MPF indicou que foi Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro de Marconi Perillo, que teria intermediado pagamentos com executivos da Odebrecht, em relação aos valores requisitados pelo ex-governador.
A Defesa de Marconi Perillo alega que a Procuradoria promove perseguição contra o ex-governador. “O ex-governador não teme o enfrentamento dos fatos e tem absoluta confiança na sua total inocência” afirma o advogado de defesa Antônio Carlos de Almeida.