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Vereador De Paula é condenado na Operação Caça-Fantasmas

A Juíza Ana Paula Mezher decidiu por condenar o vereador a 7 anos, 9 meses e 15 dias de prisão, em regime semiaberto pelos crimes de corrupção e estelionato.

10/10/2019 19h05 - Por Thiago Mateus - MBL Osasco

Verador De Paula (Foto:G1)

Nesta quarta-feira (09), a justiça decidiu por condenar o vereador da cidade de Osasco Francisco de Paula Oliveira Leite (conhecido como De Paula), a 7 anos, 9 meses e 15 dias de prisão, pela operação Caça-Fantasmas; operação essa do MP (ministério Público), que envolve diversos esquemas de contação indevida de funcionários por diversos vereadores na cidade.

A condenação também envolveu 12 assessores do vereador, envolvidos no esquema de contratação indevida. O MP denunciou que os vereadores contratavam pessoas próximas a eles, pagavam salários para essas pessoas, mas os mesmos nunca trabalharam oficialmente para os vereadores.

A Juíza também condenou os réus nos crimes de estelionato, levando em consideração que esses assessores usavam de suas documentações para se registrarem como funcionários, nunca foram trabalhar na prática, e parte do valor que recebiam, voltava para o vereador como forma de pagamento pelo emprego cedido sem nunca precisar trabalhar.

A condenação foi feita em primeira instância, tendo possibilidade dos réus poderem recorrer a sentença em liberdade em suas próximas instâncias. Em nota, o gabinete do vereador informa que “Lamenta profundamente a decisão da justiça que o condenou em primeira instância” e irá “recorrer nas esferas cabíveis a condenação”.

Operação Caça-Fantasmas

A operação denominada Caça-Fantasmas foi deflagrada em 2016 e denuncia mais de 200 pessoas pelo desvio de cerca de R$ 21 milhões dos cofres públicos. De acordo com os promotores, os vereadores de Osasco contratavam funcionários para receber salários sem trabalhar e, em troca, ficavam com parte desses salários.

Dezembro de 2016, o prefeito de Osasco, Rogério Lins (PTN) ficou foragido por três semanas e depois se entregou à Polícia Federal. Porém, ainda em dezembro ele e os outros vereadores envolvidos na operação foram soltos mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 300 mil.

Lins está entre os 14 vereadores acusados de contratar funcionários públicos fantasmas que não apareciam para trabalhar. Segundo o Ministério Público, os políticos ainda ficavam com parte dos salários.