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Usuários de drogas disparam contra a PM e Guarda Civil em ação na Cracolândia

Disparos foram efetuados contra os policiais após a apreensão de seis pessoas. Um PM foi baleado

15/01/2020 15h46 - Por Lucas Mehero

Foto: GCM

Na manhã desta quarta-feira (15), houve uma troca de tiros entre policiais e usuários de drogas na região da cracolândia, situada na esquina da Alameda Barão de Piracicaba e a Rua Helvétia, em São Paulo, após a PM receber uma denúncia de tráfico de drogas no local.  

A confusão começou logo após a intervenção dos agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana). Policiais informaram que disparos foram ouvidos, o que gerou tumulto no local.

Os usuários também atearam fogo em colchões e pneus para usá-los como barricadas, impedindo a aproximação da polícia.

Após a prisão de seis traficantes, disparos foram efetuados contra os policiais presentes na ação. Um projétil atingiu o escudo de um guarda civil e um PM foi baleado na perna. Ele foi socorrido e encaminhado à Santa Casa.

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), não houve uso de arma de fogo pelos policiais. A PM, junto com a GCM, usou munição química para conter o tumulto.

Há boatos que o secretário de segurança pública, o Cel. José Roberto, será candidato a vereador pela cidade de São Paulo neste ano. Entretanto, sua gestão desastrosa demonstra que o coronel não merece um voto sequer.

O vereador do MBL, Fernando Holiday (DEM), foi o que mais doou emendas para a GCM. Até agora, a quantia doada é de aproximadamente R$ 4 milhões.

Mesmo assim com as doações, a IOPE (Inspetoria de Operações Especiais da GCM) conta com apenas quatro escudos balísticos para proteger sua tropa da criminalidade. Definitivamente, a segurança dos agentes não parece ser uma prioridade para o coronel. Muitos guardas afirmam que, idealmente, seria necessário a compra de 30 escudos para proteger as tropas.

Vale ressaltar que, em 2017, o então prefeito da cidade de São Paulo, João Dória (PSDB), afirmou que a cracolândia iria acabar “muito antes” do fim de seu mandato. A permanência dessa verdadeira feira de drogas a céu aberto é mais um exemplo de como a gestão de Dória foi completamente incapaz de cumprir suas promessas vazias.

Logo após o conflito, a venda e o consumo de drogas voltaram a ser praticados no local.

Revisores: Orlando Neto e Cynthia Capucho.