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Um Retrato da Velha Política

Uma análise sobre as velhas raposas da política brasileira.

20/11/2019 13h51 - Por Gabriel M. Machado Loureiro

(Foto:Wikipédia)

Se enganam aqueles que acreditam em qualquer coisa que parte das velhas raposas da política brasileira. Nunca antes na história do Brasil se pode confiar nos políticos e não é nesse momento que poderemos começar.
Muitos tendem a acreditar que apenas é possível mudar o cenário político nacional fazendo parte do mesmo e construindo conjuntamente com as velhas raposas, em seus partidos e com suas ideias. Inocência! Apenas o que muda com nossa participação dessa forma somos nós mesmos, nos tornando parte de tudo aquilo que abominamos e lutamos para mudar.

Aqueles da geração do início do Século XX, muitos ainda presentes no cenário político brasileiro, são parte daqueles que trataram de destruir nosso mundo em seu tempo, causando estragos que levaremos provavelmente boa parte do Século XXI para concertar. Eram parte de um mundo que amava a fumaça de carvão e petróleo que saia das caldeiras de suas indústrias, ou das locomotivas de seus trens, armas e motores de suas maquinas de guerra. Uma geração cujo radicalismo ideológico por várias vezes causaram grandes holocaustos de populações humanas e levaram seus povos a sucessivas guerras que causaram nada além de grandes devastações e sofrimentos. Foram responsáveis pelas bombas atômicas e tudo o que levou a sua produção e lançamento, assim como dos frutos e acidentes que vieram a produzir logo após, como o desastre em Chernobyl, que tratou de contaminar uma vasta extensão de terra e espalhar radiação por boa parte da Europa.

Como já dito, muitos dessa geração ainda se encontram na política brasileira e pouco ou nada mudaram do pensamento retrógrado e obsoleto que predominou nos tempos em que viveram suas juventudes, fazendo questão de influenciar as novas gerações ao mesmo tipo de comportamentos, pensamentos e ideologias, treinando seus filhos a assumirem seus lugares quando estes deixam as vidas públicas. Já notaram o grande número de filhos de políticos tradicionais que hoje habitam nosso cenário político nacional, influenciando e servindo de modelo a muitos de nossa geração que não desenvolveram o senso de discernimento para notar que eles são frutos das árvores podres e corrompidas do passado e fantoches de seus pais no jogo político? Não, não podem ser de nossa confiança e muito menos objetos de nossas admirações os filhos dos corruptos e políticos tradicionais. São eles os privilegiados e oportunistas cujo único objetivo é mantes o Status Quo das oligarquias da política tradicional brasileira.

Não, os políticos tradicionais e seus partidos não permitirão a mudança. Eles não vão se curvar a vontade do povo, abdicar de seus privilégios ou aderir a nova ordem que a cada dia tenta atravessar as barreiras impostas pelas velhas raposas da política brasileira através de leis que não beneficiam ninguém além deles mesmos, ou daqueles que lutam para manter seus Status Quo, tal como seus filhos, famílias e apoiadores que lhes ocupam o espaço como fantoches quando lhes é requerido e continuam os obscuros trabalhos deles. Não podemos permitir que estes nos influenciem, idolatrar essa gente e muito menos contribuir para a manutenção de seu Status Quo. Os partidos políticos e seus representantes jamais permitirão mudanças positivas de bom grado, sendo assim necessário que as novas gerações ocupem seus espaços, de seus herdeiros e sucessores, formando uma nova maioria democrática para promover as mudanças que levam igualdade, liberdade e fraternidade para nossa jovem democracia brasileira.

Amplia-se a necessidade de um pacto geracional entre aqueles que não foram influenciados ou corrompidos pelas forças políticas obscuras de outrora. Para se construir um mundo novo é necessário romper completamente com o mundo velho, não da maneira que a geração do século passado fez, violentamente e destruindo o planeta para que o mesmo pudesse renascer, mas com novas ideias de prosperidade e união em prol de um mundo melhor.

As ideologias e atitudes dos nossos jovens já mostraram o que querem desse novo mundo, globalizado e livre, que garante paz e segurança jurídica a seus cidadãos e habitantes, produzindo para as populações do mundo de maneira sustentável e em equilíbrio com o ambiente, tal como garantindo qualidade de vida e progresso aos povos de nosso mundo. É possível essa geração mudar o mundo!

O mundo muda-se rompendo-se com a velha ordem e tudo que ela representa, tal como com aqueles que já foram influenciados e contaminados pela mesma. É necessário a união dos bons em um sentimento de constante avanço, bravo e corajoso, ocupando gradativamente os espaços das velhas raposas no cenário político nacional e mudando as ideias, diretrizes e bases que guiam a política brasileira.
A vitória pertence aos que acreditam mais nela e que o fazem por mais tempo!

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Floriano_Peixoto#/media/Ficheiro:Resultado_do_manifesto_politico_assignado_por_13_generais_de_terra_e_mar_-_reformas_e_promo%C3%A7%C3%B5es_em_penca.jpg