Bahia
Terceira guerra mundial? Será?

Artigo feito por: Roberto Rodrigues.

13/01/2020 11h05

O recente ataque americano perto ao aeroporto de Bagdá no Iraque, acirrou os conflitos entre EUA e Irã e trouxe o pavoroso de uma eminente terceira guerra mundial.
Entre os mortos estão o comandante das Forças Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o brigadeiro-general Qassen Soleimani — figura militar de maior relevância no país. Também morreu o número 2 das Forças de Mobilização Popular (FMP), o comandante Abu Mahdi al-Muandis.
A bem da verdade, os conflitos entre esses países não são novos. Já vêm de longas datas.
Estudiosos remetem esse conflito a um golpe de estado da CIA contra o Irã em 1953. Esse fato contribuiu para a revolução islâmica de 1979. Desde então, a paz entre esses povos nunca foi uma constância.
Presume-se por trás desses conflitos um interesse comercial pela zona petrolífera do oriente. O que não seria surpresa. Um dos motivos de muitas guerras foram interesses comerciais.
No final de 2018 o especialista em geoestratégia Robert Farley, professor do Colégio Militar dos EUA, num artigo publicado na revista The National Interest, citou cinco zonas de conflitos de uma possível terceira guerra mundial. Entre elas está a região do golfo Pérsico.
Segundo Farley: ¹“as tensões estão a aumentar devido à pressão económica dos EUA sobre o Irão, bem como aos conflitos no Lémene e na Síria”.
Por sua vez, Max Hastings historiador britânico e especialista em conflitos armados, em entrevista a revista época descartou a hipótese de uma terceira guerra mundial:² “Quero acreditar que tenhamos passado incólumes por uma das mais perigosas eras da história – e que ela não se repetirá”.

Muito embora existam essas afirmações de especialistas, a inflexibilidade comercial entre esses países é um ponto crítico.
Já dizia Frédéric Bastiat: “Quando bens não cruzam fronteiras, soldados o farão”.
O livre comércio é um meio de possível paz entre as partes!
Se os americanos passarem a olhar os iranianos como possíveis parceiros comerciais e, por sua vez, os iranianos se dispuserem a negociar com os americanos, independente de ofensas do passado, esses imparse poderão ser ao menos minimizados.
O estatismo é um sistema de violência institucionalizada e de guerra civil perpétua. Não resta ao homem nenhuma alternativa senão a luta pelo poder — roubar ou ser roubado, matar ou ser morto. Quando a força bruta é o único critério de conduta social, e a rendição à destruição é a única alternativa, até mesmo o último dos homens, até mesmo um animal, irá lutar. Não pode haver paz em uma nação escravizada”. – Ayn Rand

Roberto Rodrigues

¹ Fonte
² Fonte

Juazeirense, estudante de psicologia, apaixonada pelo liberalismo econômico e pelo objetivismo.