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Suplicy

Conheça seu Vereador (São Paulo -SP)

09/10/2019 16h57

(Foto: O Globo)

O vereador Eduardo Matarazzo Suplicy, nascido na cidade de São Paulo em 21 de junho de 1941 é um dos políticos mais antigos ainda em atividade. Membro da família Matarazzo, é bisneto do conde Francesco Matarazzo, sendo o oitavo dos onze filhos de Filomena Matarazzo, neta do conde, e do corretor de café Paulo Cochrane Suplicy. É formado em administração de empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Economia pela Universidade Estadual de Michigan (Estados Unidos), onde também concluiu seu mestrado e doutorado (PhD). Em 2 de fevereiro de 2016, recebeu também o título de Doutor Honoris Causa da Université Catholique de Louvain (UCL/Bélgica).

Sua trajetória começou ainda como estudante, Suplicy atuou como pesquisador do Centro de Pesquisa e Publicações na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). No ano de 1966, prestou concurso para professor de economia na EAESP/FGV e foi aprovado. Manteve-se como professor titular desta instituição até dezembro de 2012, quando se aposentou. Ao longo do tempo como professor, não deixou de ministrar aulas nos períodos em que exerceu mandatos parlamentares.

No ano 1978, Eduardo Suplicy foi eleito deputado estadual pelo antigo PMDB (MDB atualmente). Em 1982, foi eleito deputado federal pelo então recém-criado PT, tendo ajudado a fundar o novo partido. Candidatou-se a prefeito de São Paulo em 1985 (perdeu para Jânio Quadros) e em 1992 (vencido por Paulo Maluf) e a governador em 1986 (superado por Orestes Quércia). Ocupou o cargo de presidente da Câmara Municipal no biênio 1989-1990. Suplicy chegou ao posto de senador por São Paulo em 1991, todas às vezes eleito pelo PT, completando em 2014 vinte e quatro anos de legislatura. Terminando seu mandato como senador, em 2014, foi convidado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a assumir a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, cargo que ocupou até março de 2016. Em 1º de abril de 2016, anunciou exoneração do cargo de Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania para, assim, tornar-se elegível ao cargo de vereador nas eleições de 2016, sendo eleito para mais um mandato politico. Nas eleições de 2018, foi candidato a senador de São Paulo pela quinta vez e não conseguiu ser eleito.

Suplicy é um dos últimos remanescentes da ala acadêmica original do PT, que tinham origem puramente acadêmica e nunca atuaram fora da mesma ou da política. A lista de bens do político, segundo declaração oficial na eleição ao Senado em 2018, está avaliada em R$ 3,8 milhões. O vereador é um dos 300 herdeiros do antigo Conglomerado de indústrias Matarazzo o qual praticamente desapareceu. Um processo irrefreável de endividamento desintegrou o grupo.
Na revista Veja, em 5 de dezembro de 2016, o vereador foi tema de uma matéria denominada “Eduardo Suplicy: histórias curiosas de um político curioso”, com algumas passagens descritas a seguir:

1962 – Aos 21 anos, durante uma viagem de quatro meses pela Europa, Suplicy sofreu uma crise nervosa. Acreditando ter encontrado a conciliação entre as ideias de Karl Marx e Jesus Cristo, tirou a roupa e começou uma espécie de oração no banheiro do Aeroporto de Zurique, na Suíça. Policiais estranharam seu comportamento e tentaram detê-lo. Suplicy acertou um soco no nariz de um deles. Foi internado em um hospital suíço por três dias. Voltou ao Brasil acompanhado por sua mãe e por um médico brasileiro e, aqui, ficou em tratamento por quinze dias em uma clínica psiquiátrica na Granja Julieta.

1985 – Em um debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, Suplicy levou um coelho e uma tartaruga de pelúcia para ilustrar a seu adversário Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que “devagar se vai ao longe”.

1986 – Em plena campanha para governador do estado, Suplicy decidiu “sumir” por três dias. Deixou um bilhete dizendo que precisava “encontrar e aprumar o eixo”. Recolheu-se em uma casa na Serra da Cantareira.

1992 – Durante comício na Freguesia do Ó, quando concorria à prefeitura de São Paulo, Suplicy teve seu boné roubado. Ele voltou ao palanque, que já estava sendo desmontado, e ligou o microfone. “Solicito que a pessoa que emprestou meu boné o devolva. Ganhei de meu pai e ele tem grande valor sentimental”, disse. Esperou, esperou, mas o boné não apareceu.

1998 – Suplicy teve a calça rasgada por um cachorro da PM, em maio, durante manifestação ocorrida no Congresso Nacional. Antônio Carlos Magalhães, então presidente do Senado, decidiu arcar com o prejuízo e presenteou-o com um corte de tecido inglês azul-escuro, suficiente para fazer um terno novo.

1998 – Realizou um sonho: cantou O Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque, no coral do Senado. Ele já tomou aulas de canto e costuma entoar Blowin’ in the Wind, de Bob Dylan, ao fim de suas palestras.

2000 – Pré-candidato à Presidência, Suplicy decidiu “morar” por três dias na favela de Heliópolis, no Ipiranga. Ali dividiu o teto com os cinco membros da família do agente comunitário José Geraldo de Paula Pinto. Segundo Suplicy, a experiência serviu para que ele recolhesse impressões para finalizar seu livro Renda de Cidadania: a Saída É pela Porta.

2001 – Em abril, após 36 anos de casamento, ele e Marta Suplicy anunciaram a separação. Quatro meses depois, quando Marta já havia assumido publicamente o namoro com o franco-argentino Luís Favre, Suplicy ainda nutria esperanças públicas de reatar a união.

2003 – Suplicy, quando ainda era senador teve seu celular roubado na Avenida República do Líbano. Correu atrás do ladrão e convenceu-o a devolver o aparelho. Depois de meia hora de conversa, deu-lhe de presente um exemplar de seu livro Renda de Cidadania: a Saída É pela Porta. Segundo uma piada, fez isso para castigar o assaltante. Maldade pura.

2004 – “Eu descobri a mulher que Deus criou para mim”, disse ao assumir o namoro com a jornalista Mônica Dallari, sua ex-assessora de imprensa. Logo foram rotulados de “Eduardo e Mônica”, em alusão à famosa música da banda Legião Urbana.

2004 – Na inauguração de uma academia subiu no ringue de short curtinho e trocou golpes com Luiz Fabre – Fabre com “b”, filho de argentino, ex-pugilista profissional.

2006 – Em julho, durante reunião com alguns líderes petistas – entre eles, sua ex-mulher Marta e o senador Aloizio Mercadante – Suplicy informou que faria uma cirurgia para curar um “problema na testa”. Todos riram, óbvio. E o senador continuou seu discurso, empolgado, como quem não tivesse entendido a piada involuntária. A cirurgia foi realizada no mesmo dia no Hospital Sírio-Libanês. De acordo com nota oficial, foi um procedimento para “retirada de lesão basocelular na região temporal”. O vídeo foi parar no site YouTube.

Alguns projetos recentes do vereador Suplicy:

Projeto de Lei nº 478/2019
CRIA O PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO A LINGUAGEM DE CULTURA REGGAE/RASTAFARI E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Apresentado em 08/08/2019

Projeto de Decreto Legislativo nº 78/2019
DISPÕE SOBRE A CONCESSÃO DA SALVA DE PRATA AO GRUPO RACIONAIS MC´S E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Apresentado em 08/08/2019

Projeto de Lei nº 240/2019
ALTERA A LEI N° 14.485, DE 19 DE JULHO DE 2007, PARA INCLUIR NO CALENDÁRIO OFICIAL DE EVENTOS DA CIDADE DE SÃO PAULO O “ANO NOVO ANDINO – INTI RAYMI”, A SER CELEBRADO ANUALMENTE NO DIA 21 DE JUNHO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Apresentado em 23/04/2019

Outros projetos já aprovados do vereador:

Projeto de Lei nº 688/2017 aprovado
ALTERA A LEI Nº 14.485 , DE 19 DE JULHO DE 2007 , PARA INCLUIR NO CALENDÁRIO OFICIAL DE EVENTOS DA CIDADE DE SÃO PAULO , O “DIA DA INDEPENDÊNCIA PERUANA”, A SER REALIZADO ANUALMENTE NO DIA 28 DE JULHO , E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Apresentado em 24/10/2017

Projeto de Lei nº 663/2017 aprovado
DENOMINA CENTRO MUNICIPAL DE CULTURAS NEGRAS DO JABAQUARA – MÃE SYLVIA DE OXALÁ – CCNJ; LOCALIZADO À RUA ARSÊNIO TAVOLIERI, 45, DISTRITO DO JABAQUARA, PREFEITURA REGIONAL JABAQUARA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Apresentado em 24/10/2017

Esse texto foi um pouco da história da vida política de Eduardo Matarazzo Suplicy.

Revisores: Cynthia Capucho, Rodrigo Vieira, Leandro Luiz
Fonte: O Globo

Engenheiro Eletricista de Telecomunicações, MBA em Governança de TI. Trabalha a mais de 30 anos na área de Tecnologia da Informação(tanto no setor privado como público) Coordenador do MBL Sorocaba