Pará
Sindlojas pede a retomada das atividades comerciais em Belém/PA

Em meio a pandemia mundial, o sindicado de lojistas pede retomada das atividades em Belém

26/03/2020 13h46 - Por Paulo Sérgio

Foi divulgado na manhã do dia 25, uma nota do Sindicato do Comércio varejista e dos Lojistas (Sindlojas) de Belém pedindo a retomada as atividades comerciais na capital. Os trabalhos foram suspensos para conter a pandemia do vírus COVID – 19.

Para o Sindicato, a parada completa das atividades significa uma perda muito significativa. Alegam que poderia causar um colapso econômico e social, com reflexos direto em renda e aumento de pobreza. 

O posicionamento do sindicato é que utilizar álcool em gel 70, utilizar home office, diminuir o horário de funcionamento dos estabelecimentos, dar férias para os colaboradores em grupo de risco é a melhor forma de lidar com a disseminação da doença, entretanto, parar completamente as atividades comerciais ditas não essenciais poderá levar ao colapso econômico e social.

Indicam também que as medidas tomadas em atividades essenciais podem também ser adotadas pelo comércio em geral:

“Para tanto, acreditamos que as medidas já adotadas em atividades essenciais para conter a velocidade de transmissão do coronavírus, também podem ser adotadas nos demais setores da economia, medindo-se os seus efeitos, até que se atinja a normalidade”.

O sindicato pede a retomada econômica o mais breve possível e reforçam que a batalha não é apenas no campo da saúde, é também no âmbito econômico.

Veja o que diz a nota do Sindilojas:

“O Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém manifesta grande preocupação com os efeitos decorrentes do enfrentamento do estado de calamidade pública e da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19). 

O Governo do Estado do Pará e a Prefeitura Municipal de Belém têm se mostrado bastantes combatíveis diante do enorme desafio da situação de emergência em saúde pública. Os cidadãos belenenses têm assimilado a necessidade de isolamento em suas casas. 

Temos plena consciência de que a medida de quarentena busca diminuir a velocidade de transmissão do coronavírus e tem como objetivo principal garantir a manutenção dos serviços de saúde. 

Entretanto, a restrição de atividades e serviços privados não essenciais, a exemplo do comércio em geral, oferece grave risco de colapso econômico e social, com reflexos diretos no emprego, na renda e no aumento da pobreza. Ou seja, mesmo que no final o vírus acabe vencido, acabará deixando um lastro enorme de devastação econômica e social. 

Por isso, é necessário reagir também no campo econômico neste momento de crise na saúde pública. Não podemos deixar o coronavírus sufocar a economia, pois ela é essencial para se fazer a justiça social e garantir direitos básicos como educação, saúde, trabalho, lazer, liberdade de ir e vir, etc. 

Para tanto, acreditamos que as medidas já adotadas em atividades essenciais para conter a velocidade de transmissão do coronavírus, também podem ser adotadas nos demais setores da economia, medindo-se os seus efeitos, até que se atinja a normalidade. 

Para buscarmos a retomada das atividades no comércio varejista de produtos considerados não essenciais, elaboramos material informativo com algumas orientações para as empresas lojistas e varejistas do comércio de Belém: redução do horário de atendimento das empresas, para evitar a aglomeração no transporte coletivo, redução da jornada de trabalho, concessão de férias aos empregados elencados nos grupos de maior vulnerabilidade ao COVID-19, adoção do trabalho em casa (home office), prática do e-commerce e entregas em domicílio; limitação na entrada de clientes; obrigatoriedade de controle de distanciamento social entre pessoas; obrigatoriedade de controle de higienização das mãos (lavatórios ou álcool a 70 graus); manutenção da recomendação de não circulação de pessoas vulneráveis a COVID-19; manutenção da proibição de aglomeração; obrigação de afixar recomendação ostensiva de regras de higiene e de comportamento social. 

Acreditamos que retomada da atividade econômica deve ser iniciada o mais breve possível. Não podemos perder essa batalha!”