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Reforma Administrativa de Sorocaba demonstra ser uma verdadeira mentira.

Com a finalidade de reduzir os gastos da prefeitura em R$ 3 milhões, a Reforma Administrativa de Sorocaba se analisada faz na realidade o trabalho inverso que o prometido.

08/01/2020 21h59 - Por João Vitor Braga de Moraes

Prefeita Jaqueline Coutinho (foto: Prefeitura de Sorocaba)

O projeto de lei da reforma diz que com as reduções de cargos a prefeitura teria cerca de R$ 1.120 milhão de economia, mas a realidade é outra.

Os cargos “cortados” serão substituídos por outros com a mesma finalidade, então essas “reduções” serão feitas por motivos meramente estéticos.

Em resumo, serão reduzidos de 15 para 14 cargos na prefeitura, então com isso essa diminuição de funcionários é praticamente falsa, pois 1 cargo tem um valor quase nulo nas contas da prefeitura de Sorocaba.

Também foi descoberto uma outra incoerência nesse projeto de diminuição de gastos, nele é considerado que o salário médio dos novos corregedores seria de R$ 2.080,00 + R$3.500,00 de gratificação totalizando uma remuneração média de R$ 5.589,00, o maior contratempo disso é que os corregedores atuais ganham um salário médio de R$10.000 e é logico que um corregedor não irá aceitar tamanha redução de ganhos mensais.

Outra coisa que não foi levada em conta é que R$ 2080,00 é o salário médio de servidores com escolaridade em ensino médio, e a maioria dos cargos que irão ser criados são de escolaridade em ensino superior.

A prefeitura claramente propôs essa reforma tendo em vista as eleições de 2020, pois a reforma também esquece de fazer as contas. As funções gratificadas irão, ao invés de reduzir os custos da cidade, aumentar os mesmos.

A proposta faz o inverso do prometido que era a ideia de reduzir em R$ 1.121.000,00 os custos da prefeitura, essa reforma na verdade deverá custar R$ 943.800,00 a mais por ano.

Portanto a reforma administrativa promovida pela prefeitura de Sorocaba, se for analisada profundamente demonstra ser ineficiente, pois consegue fazer o inverso do prometido (que é reduzir os custos administrativos da cidade), claramente esse projeto está correndo visando as próximas eleições municipais e mais uma vez a população da cidade sendo enganada por sua classe política.