Rio Grande do Sul
Prestação de contas do Secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre/RS

O MBL acompanhou a prestação de contas do secretário de serviços urbanos de Porto Alegre/RS

15/01/2020 07h19 - Por Renan Della Costa

Em dezembro foi realizada a prestação de contas do secretário de serviços urbanos de Porto Alegre, Ramiro Rosário. O Movimento Brasil Livre esteve presente no evento, que permitiu avaliar não apenas as contas do secretário como também a própria gestão da Prefeitura, no que tange ao atendimento das demandas dos porto-alegrenses.

Inicialmente foi lembrada a situação financeira de Porto Alegre: as contas públicas negativas e impossibilidade de contrair novos financiamentos. A situação que foi revertida ao longo dos últimos três anos, pois agora o Município pode contrair empréstimos e há previsão de superávit para 2020. Foi defendida a necessidade de equilíbrio entre receitas e despesas.

Um dos pontos destacados foi o fato de que agora são aplicadas multas aos maus prestadores de serviços públicos, bem como estão sendo adotadas medidas de desestatização, como as parceria público privada (PPP’s), concessões e adoções.

Para ilustrar, foram citadas as seguintes concessões estão em andamento: trechos 1 e 2 da orla do Guaíba, mercado público, Parque Harmonia , relógios e placas de rua. Conforme informado, em breve, os porto-alegrenses terão as ruas iluminadas inteiramente por LED, que será realizada atrás de uma parceria público privada.

Especificamente quanto à Secretaria de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário explicou que no início da atual gestão a ausência de capina foi objeto de críticas. Descobriu-se, então, que o contrato havia expirado há seis anos. Atualmente, há uma controvérsia acerca das podas realizadas, que foram quadruplicadas, o que não é ruim, pois muitas árvores ofereciam perigo a população, havendo risco de queda – além do fato de que a poda é uma maneira de preservar e manter o vegetal.

De modo geral, o MBL vê com bons olhos a gestão de Porto Alegre, tendo em vista que foi realizado um necessário ajuste fiscal e a cidade encontra-se em processo de desestatização. Espera-se, contudo, que a recente ideia da Prefeitura de taxar o transporte por aplicativos para subsidiar o transporte público ineficiente não passe de um episódio a ser esquecido, e nada além disso.