Goiás
Presidente Nacional do PROS é acusado de espancar a filha em Planaltina (GO)

Em depoimento à polícia, a jovem contou que Eurípedes de Macedo Júnior a agrediu com chutes, pontapés e dentadas.

09/01/2020 10h05

O presidente do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), Eurípedes de Macedo Júnior, é acusado de espancar a filha de 19 anos, com chutes, pontapés e dentadas. A jovem diz que a agressão aconteceu nesta quarta-feira (8), em Planaltina de Goiás, no entorno do Distrito Federal. A briga teria sido motivada por uma discussão envolvendo um veículo em nome dele.

Ela registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) da região. A violência foi atestada em relatório médico solicitado pela Polícia Civil goiana. No documento, o médico legista afirma que a vítima apresentava “marcas de dente (duas) e edema em quadril direito”. A polícia está à procura do presidente do Pros, que, até então é considerado foragido.

Em nota, a defesa de Eurípedes Júnior nega que ele estivesse foragido e credita a denúncia a adversários políticos. Os advogados classificaram o episódio como “um lamentável incidente familiar”.

Outros casos

Em 2015, o partido usou R$ 2,4 milhões do Fundo Partidário, dinheiro público, para adquirir um helicóptero que foi comprado à vista, para se deslocar de Planaltina ao Distrito Federal. Em março e julho de 2017, Eurípedes foi acusado de utilizar o dinheiro público para a compra desse helicóptero, além de mansões, um avião bimotor, e de contratar funcionários terceirizados por meio de empresas de parentes com dinheiro público. 

Eurípedes já foi alvo de outro mandado de prisão, em 2018, e chegou a se entregar à Polícia Federal, mas se beneficiou da lei eleitoral, que impede prisões às vésperas ou no dia das eleições. Ele era investigado por desvio de dinheiro da Prefeitura de Marabá (PA).

Em 18 outubro do ano passado, o presidente do Pros foi alvo da operação Partialis, que visava a combater o desvio de recursos públicos na aquisição de gases medicinais em Brasília e no Pará. À época, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e nove de busca e apreensão, envolvendo políticos do partido. Contudo, Eurípedes Júnior foi considerado foragido pela Justiça. Cinco dias depois, ele se apresentou à Polícia Federal com os advogados.

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.