São Paulo
Prefeitura lança o programa “Corujão do Câncer” a fim de zerar as filas para exames

Covas espera zerar as filas em um prazo de 3 meses

21/01/2020 21h18 - Por Antonio Glenio

Bruno Covas/ Foto: Veja

Nesta terça-feira (21), foi anunciado pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), a criação do “Corujão do Câncer”, que é uma extensão do “Corujão da Saúde” focado em pacientes com câncer. O programa em questão visa zerar a enorme fila da capital paulista, que apresenta cerca de 100 mil exames em espera.

Essa será a terceira experiência da prefeitura de São Paulo com os “Corujões” na gestão João Doria (2016-2018) e Bruno Covas (2018-2020). A meta é que com a implementação desse programa seja possível zerar a fila em 3 meses.

Na primeira fase do programa, serão ofertadas 2.3 mil vagas para exames de colonoscopia, priorizadas a pacientes com 65 anos ou mais. O exame em questão apresenta uma fila de espera na capital paulista de cerca de 5 mil pessoas.

Já na segunda fase, será ofertado pela prefeitura 279 vagas para pacientes com câncer de pele, ginecológico, hematológico, neurológico, pneumológico, oftalmológico e pediátrico. Essas 279 vagas serão realizadas em hospitais parceiros, e serão abertas outras 30 mil vagas de exames em unidades de saúde da prefeitura.

Na primeira etapa, quatro hospitais particulares foram credenciados para fazer os exames do programa, são eles: Hospital AC Camargo, Instituto do Câncer Dr. Arnaldo, Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho e Hospital Sírio-Libanês. Estimasse que o custo total do programa seja de R$ 15.4 milhões para os cofres da prefeitura.

Todo mundo acompanhou a história no fim do ano passado. Em uma quarta-feira eu me internei para tratar uma erisipela. Na quinta-feira, descobri que tinha virado uma trombose. Na sexta-feira, que havia uma embolia por conta desse quatro. No sábado, descobri que havia um tumor. No domingo, eu já sabia qual era o tumor e a extensão dele. Na terça-feira, eu comecei a quimioterapia. É inaceitável que o prefeito, que tem condições de pagar plano de saúde, tenha esse tipo de agilidade, e a população, que não tem condição de pagar plano de saúde, tenha que esperar dias para ter acesso ao tratamento”, desabafou Bruno Covas.

Revisores: Cynthia Capucho.

Fonte: Joven Pan e G1.