São Paulo
Prefeitura de São Paulo abre edital em busca de empresa privada para gerenciar aplicativo de táxi

Motoristas temem que a nova gestão cobre taxas sobre o valor das corridas

09/01/2020 17h13 - Por Antonio Glenio

Foto: Folha

É de conhecimento geral que com o surgimento dos aplicativos de transporte, como o Uber, a preferência dos usuários passou do velho e tradicional táxi para os novos aplicativos. Isso se deu principalmente pela praticidade de chamar um carro do aplicativo e pela facilidade no pagamento, que pode ser feito tanto no final da corrida quanto diretamente pelo aplicativo.

Diante disso, em abril de 2018, a Prefeitura de São Paulo criou o SP Táxi, aplicativo oficial de Táxis do Município de São Paulo. O aplicativo atraiu taxistas a aderirem a ferramenta, principalmente, por não cobrar taxas. No entanto, ele é mal avaliado pelos usuários. O principal problema relatado pelos taxistas que acaba levando as pessoas a não pedirem o táxi, é que o aplicativo não permite o pagamento online da corrida.

Afim de melhorar isso, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMT), nesta quarta- feira (8), publicou um edital para atrair empresas privadas com interesse em gerir o aplicativo. De acordo com o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, a prefeitura não pode investir recursos próprios para o desenvolvimento do software.

De acordo com a prefeitura, será escolhida a proposta, que atenda aos requisitos e ofereça o menor percentual de cobrança sobre o valor das corridas. E para sanar o problema do pagamento online, que hoje não é disponível para os usuários, a empresa vencedora terá que disponibilizar todos os meios de pagamentos pelo aplicativo.

Entretanto, os taxistas enxergam com receio essa passagem da gerência do aplicativo da prefeitura para a iniciativa privada. Isso porque eles não querem que as corridas sejam taxadas, como ocorre com o Uber.

Parece que para maioria dos taxistas, é melhor ter poucas corridas e não serem taxados, do que terem a satisfação de seus clientes e pagarem uma taxa para a empresa gerir com mais qualidade o serviço do aplicativo.

Revisores: Gabriel Castro e Cynthia Capucho.

Fonte: G1