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Porto de Itajaí ainda não sofre os efeitos econômicos do coronavírus

Segundo a Portave o volume de movimentação em fevereiro foi superior ao mesmo período do ano passado

18/03/2020 14h40 - Por Cícero Cardoso

Catalogado pela OMS no último dia 11 como uma pandemia global, o novo coronavírus desencadeou uma série de efeitos não só na saúde pública, mas também na economia. Apesar do impacto negativo nas operações de comércio exterior em grande parte do mundo, o Complexo Portuário de Itajaí, um dos principais em todo o Brasil, permanece sem sofrer com os efeitos da pandemia.

Em nota, a Portonave (Terminais Portuários de Navegantes) informou que o volume de movimentação de fevereiro foi superior ao mesmo período do ano passado. A empresa afirmou que espera uma diminuição gradativa nas próximas semanas, porém não há como dimensionar o impacto. O acompanhamento diário do avanço da doença, bem como das orientações internacionais tem sido feito pela companhia, com o intuito de garantir o bem-estar de seus clientes.

Existem projeções da possível retração que podem atingir o porto de Itajaí. Uma delas foi feita pelo Sindicato das Empresas de Comércio Exterior do Estado de Santa Catarina (Sinditrade), que chega a projetar uma diminuição de até 5% no volume de negócios, o que é significativo quando se trata de uma cadeia de serviços mundial, como aponta a Revista Portuária.

Os efeitos dessa possível crise desencadearam primeiramente no epicentro da doença, a China. Com a proliferação do vírus, muitos portos chineses operam com um número reduzido de funcionários, levando a uma redução da velocidade de movimentação das cargas. Isso atrasa as viagens e acelera uma reação em cadeia. Além disso, como a China é o principal parceiro comercial do Brasil, houve a paralisação de diversos setores da indústria brasileira devido à redução de oferta, levando a uma progressiva redução do estoque.

Fonte: Revista Portuária.