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Polarização do país chega aos Conselhos Tutelares.

Na eleição deste domingo houve aumento no número de votantes para eleger conselheiros tutelares e, claro, muita ideologia

09/10/2019 00h31 - Por Rodrigo Vieira

Prefeito Bruno covas vota em escola da cidade de São Paulo para o Conselho Tutelar
(Foto: Folha)

A polarização, que vivemos nas eleições de 2018, parece se repetir agora em 2019 com a eleição dos conselheiros tutelares. Uma mobilização, iniciada na internet nas últimas semanas, intitulada por algumas pessoas de “efeito Bolsonaro”, com campanhas para eleger candidatos conservadores ou progressistas.

Se há uma mobilização de pessoas mais alinhadas à direita, tenha certeza de que também existe uma mobilização da esquerda para garantir seu lugar nesses cargos. Não é difícil encontrar simpatizantes do “Lula Livre” entre os candidatos. Basta uma pesquisa rápida no Facebook dos candidatos.

Uma força que tem crescido muito são os evangélicos, engajados em sua empreitada árdua contra a ideologia de gênero, têm ganhado cada vez mais espaço no âmbito dos Conselhos Tutelares.
Este ano notou-se também um aumento no número de pessoas que compareceram nas sessões de votação, mesmo não sendo obrigatório. Na avaliação do poder público, e dos votantes, uma mobilização foi mais significativa este ano do que a seleção temporária de 2016, quando votaram 113 mil pessoas.

O Prefeito Bruno Covas (PSDB), votou em um colégio da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Para ele, a polarização “acontece por que não tem somente lideranças comunitária participando, mas também partidos políticos envolvidos, igrejas.”
“É normal e natural que você tenha movimentos organizados a cada vez que você tem um papel mais importante a ser destacado”, afirmou.
“A eleição do Conselho tutelar vem ganhando força a cada ciclo, a gente vê a mobilização, a quantidade de pessoas vindo votar. Eu, pelo menos, estou achando [que há] mais gente do que quatro anos atrás [na última eleição]”, disse o Prefeito à Folha de São Paulo.

Ainda em entrevista à Folha, Renata Ventura, que trabalha com educação de crianças em uma ONG, disse: “A eleição é extremamente importante nessa situação em que o país está. Tem que ser gente que tem conhecimento do trabalho com crianças. Houve uma mobilização muito maior neste ano, onde eu trabalho a gente se mobilizou para vir votar. Votamos em Pinheiros, mas nossa preocupação maior é na periferia”.
Cláudio Gomes, que está desempregado, disse: “Vim votar para tirar os evangélicos daqui. É sério o negócio”, disse, aludindo à forte atuação de grupos religiosos nessas entidades.

Revisores: Cynthia Capucho, Leandro Luiz