Pará
PF confirma “caixa dois” para campanha de Hélder Barbalho

Delegados da Policia Federal, durante coletiva de impressa, atestam houve envios de dinheiro

09/01/2020 17h37 - Por Lucas Lima

Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro de 2020, Wellington Santiago da Silva, delegado e superintendente da Polícia Federal do estado do Pará, afirmou que a operação “Fora da Caixa” é um desenvolvimento da operação Lava Jato, ele disse que, ao todo, e investiga seis pessoas no Pará, entre elas, Luiz Otávio Campos (MDB), ex-senador do estado do Pará, que foi detido nesta quinta-feira, 9.

O ex-senador é acusado de caixa 2 na campanha de 2014 do então governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB), segundo as investigações o valor da propina intermediada seria de R$ 1,5 milhões de reais.

Na companhia de Bruno Benassuly, delegado da Polícia Federal, o superintendente da PF, deu entrevista coletiva na sede da Superintendência na cidade de Belém. De acordo com a PF o valor divulgado foi pago pela construtora Odebrecht via “caixa dois”.

Os delegados reiteraram que os repasses teriam sido executados em três envios de R$ 500 mil reais, entretanto, dois envios teriam sido descobertos pela investigação e ambos eram direcionados à campanha de Hélder, e não declarados à Justiça Eleitoral.

Contudo, apesar de serem seis os investigados pela operação, mandados de busca e apreensão foram remetidos para apenas cinco residências. Segundo a PF, o mandado que havia sido pedido para busca e apreensão na residência do atual governador Hélder Barbalho foi rejeitado pela justiça, pois competiria à Justiça eleitoral.

Questionado sobre o foro privilegiado e se a investigação chega ou não em Hélder, o delegado Bruno Benassuly respondeu ,ao portal Roma News, que o privilégio encaixa-se em atos realizados durante o mandato, nas palavras do delegado: “Ele não está nessa investigação acobertado por esse privilégio, por isso que está correndo a investigação em primeiro grau na Justiça Eleitoral, especificamente na Primeira Zona Eleitoral”.