Pará
Petrobras reconhece prejuízo em investimentos no Pará

Investimento iniciado durante o Governo do ex-presidente, Luiz Inácio “Lula” da Silva (PT), terminou como um grande sumidouro de dinheiro dos cofres públicos

21/01/2020 14h15

A edição da revista Piauí deste mês traz consigo informações reveladoras sobre um investimento, que gerou um prejuízo milionário, realizado pela empresa Belém Bioenergia, através da sociedade entre a Petrobras e a empresa Galp.

Durante o governo do ex-presidente Lula (PT), a empresa Petrobras resolver fazer sua imersão na produção de biocombustíveis, contudo, ao longo dos poucos anos que se manteve nessa área, a condição da estatal passou de um investimento com bom retorno, para um sumidouro de dinheiro público. A empresa Belém Bioenergia Brasil S.A. (BBB), que era da Petrobras com a petrolífera portuguesa Galp, que tinha a função de extrair óleo de palma em solo paraense, acumulou perdas milionárias.

De acordo com a assessoria da Petrobras, o prejuízo chega a R$ 267 milhões de reais, a empresa afirma que tal valor mostra a reavaliação do ativo da BBB ao longo dos anos, contando, com déficits seguidos em seu orçamento. Porém, tal conta foi feita de maneira conservadora, de acordo com a revista Piauí, os levantamentos, feitos de 2011 a 2018, indicam que a BBB em seu total teria gerado um rombo de R$ 720 milhões, a Petrobras, sendo dona de metade das ações, recebeu metade desse dano, ou seja, R$ 360 milhões.

Não apenas a petrolífera sofreu com os prejuízos, os agricultores da região conhecida como “triângulo do dendê”, que engloba os municípios de Tailândia, Moju e Tome-Açu, localizados no norte do estado do Pará, que assinaram contratos para serem fornecedores de dendê à BBB, reclamam de perda de dinheiro por falta de reajuste na documentação.

Óleo extraído do dendê. Fonte: Sergio Lima.

As investigações ainda mostram que, no decorrer do período em que a Petrobras esteve associada, a BBB não produziu nada. Tendo sido criada durante o governo Lula (PT), a operação dendê foi mantida durante as gestões de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Já em 2019, início do governo de Jair Bolsonaro (Sem Partido), a Petrobras finalmente resolveu sair do ramo e vender os ativos da BBB, o valor recebido foi de R$ 24,7 milhões.