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Pais de alunos especiais reclamam de atendimento inadequado e insuficiente nas escolas do Guarujá

Alguns país vem denunciando nas redes sociais o descaso da prefeitura no atendimento a seus filhos. Mãe teve seu direito de fala negado na câmara durante audiência pública organizada na câmara.

26/10/2019 23h27

Educação especial é direito assegurado!(imagem: Divulgação CMG)

Não é a primeira vez que o MBL Guarujá , seja em forma de memes ou de postagens em suas redes sociais, expõe problemas no atendimento a crianças especiais na rede pública de ensino municipal.
Alguns pais vem a algum tempo denunciando nas redes sociais o descaso da prefeitura no atendimento a seus filhos.

O episódio mais recente foi o da mãe de aluno especial, Clara Ferreira. Ela denunciou no último dia 5/10 , que teve seu direito de fala cerceado durante audiência pública realizada para tratar sobre educação especial e do programa de inclusão nas escolas.

A munícipe relata em postagem com vídeo, que você pode ver aqui , a falta de acompanhamento jurídico aos principais interessados no processo, os país e filhos especiais do Guarujá. Segundo ela não foi resguardado o direito de fala e contraponto de ambas as partes, “não tinha a presença do juizado da infância e juventude e também o Sr. Prefeito não estava presente.” , explana Clara em página do Facebook. Durante a audiência estava presente o Secretário de Educação e foram mostrados tópicos referentes a inclusão de crianças/alunos nas escolas.

Segundo Clara Ferreira, se o que foi exibido pelo secretário “fosse praticado nas escolas seria muito bom, porém não condiz com a realidade das nossas escolas”.
Devido as diversas reclamações, foi requerida pelo Sr. Prefeito a realização da Audiência , mas parece que o intuito era amenizar as reclamações e desviar a atenção dos reais problemas. Segundo o texto publicado, durante a audiência foi formada uma mesa de direção escolhida pela própria Secretaria de Educação do Guarujá, onde todos tiveram 5 minutos para se pronunciar. Segue trecho extraído do texto: “… depois de discursos inverídicos, falácias decoradas e absurdos ditos por membros da Secretaria de Educação como: GUARUJÁ ESTÁ À FRENTE NO QUESITO INCLUSÃO NAS ESCOLAS !” A denunciante se revoltou e declarou “ISSO É UTOPIA, porquê se fosse verdade não estaríamos lá expondo nossas necessidades e LEIS QUE NÃO SÃO CUMPRIDAS EFETIVAMENTE NAS NOSSAS ESCOLAS!!!”. Clara relata mais, “que foi feito pelos próprios membros da mesa um ‘sorteio’ sem a presença efetiva de um representante de pais/alunos, ou seja, sem audição. Para que os sorteados PUDESSEM SE PRONUNCIAR POR APENAS 2 MINUTOS!!!…”.


Segundo ela a audiência teve perguntas respondidas sem respeitar os docentes, que no dia a dia lidam com as crianças especiais e atuam sem “RESPALDO/PREPARO/MATERIAL DIDÁTICO ESPECÍFICO” e nem os pais dessas crianças. ” DERAM UM PAPELZINHO ONDE SE COLOCAVA SUA PROPOSTA PARA DEPOIS SER RESPONDIDO, MAS POR QUÊ DEPOIS SE “AUDIÊNCIA” ERA ALI AGORA?!!!”

Clara declara ainda, que no Guarujá são 1002 crianças especiais , que não tem representatividade junto a Secretaria de Educação.
Ela termina a postagem convocando os leitores a ajudar na batalha por melhores condições para as “crianças…pais ….familiares…professores oprimidos sem voz! ” . A postagem contém um vídeo que mostra como ela foi impedida de se manifestar na audiência.

O portal do Jornal Itapema entrevistou a Senhora Clara Ferreira sobre o episódio da audiência e a mesma relatou que existe somente um neurologista para atender as 1002 crianças no município. Outra mãe de criança especial, a senhora Jaqueline Holanda , também aparece no vídeo e relatou que seu filho só teve o “autismo leve” diagnosticado corretamente por um médico particular, pois no CAPES recebeu um diagnóstico de “manha” e que não tem nenhum suporte da rede da prefeitura para ele , somente do plano de saúde particular.

Jaqueline afirma ainda que a audiência realizada pela prefeitura só serviu para iludir os pais e “acalmar as mães”. Ela aproveitou para convidar os espectadores a visitar uma escola, acompanhar o dia a dia de uma criança com deficiência e ver os absurdos que ocorrem. Clara Ferreira declarou também logo após na entrevista, que cerca de dez crianças são acompanhadas somente por um profissional ou estagiário, número insuficiente. Jaqueline declarou ainda, que o atendimento adequado a crianças com necessidades especiais “não é um favor e sim um direito”!
O vídeo com a entrevista do jornal Itapema está disponível aqui!

Nós do Mbl Guarujá esperamos que o poder público tome providências para sanar os problemas e ouçam realmente quais são as reais necessidades de país ,alunos e professores para que as crianças tenho o atendimento tão necessário com qualidade.

Fontes: Facebook e Jornal Itapema

Engenheiro Eletricista de Telecomunicações, MBA em Governança de TI. Trabalha a mais de 30 anos na área de Tecnologia da Informação(tanto no setor privado como público) Coordenador do MBL Sorocaba