fbpx
São Paulo
Outubro Rosa

Câncer de mama é segundo tipo que mais acomete brasileiras

07/10/2019 21h09 - Por Renato Cardoso Guedes.

Imagem ilustrativa de uma mamografia (Foto: Google images)

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde (INCA), os casos de câncer de mama representam aproximadamente 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino.

Nos últimos anos, o Instituto tem desenvolvido ações de prevenção junto a população feminina, conscientizando sobre a importância de se “estar alerta” a qualquer alteração suspeita nas mamas. Já com gestores e profissionais de saúde, o trabalho tem sido sobre a importância, em casos suspeitos, do rápido encaminhamento para a investigação diagnóstica e o início do tratamento adequado, quando confirmado o diagnóstico.

Além de estarem atentas ao próprio corpo, mulheres entre 50 e 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos. Esse exame pode identificar o câncer antes de a pessoa ter os sintomas. A mamografia nesta faixa etária, com periodicidade bienal, é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram rastreamento organizado do câncer de mama, baseando-se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução de mortalidades.

Não há causa única para o câncer de mama. Diversos agentes são relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres.

Como o envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença), os fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação, ter tido ou não filhos, ter ou não amamentado e a idade em que entrou na menopausa), o histórico familiar de câncer de mama, o consumo de álcool, o excesso de peso, atividade física insuficente e a exposição à radiação ionizante (qualquer propagação de energia, através do espaço, a partir de uma fonte em todas as direções, como ondas de rádio; microondas – tanto as de fornos como as de radares; luz infravermelha percebidas como calor ou como luz invisível – como as que acionam controles remotos; luz visível – luz branca, que é a combinação das cores fundamentais: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta; luz ultravioleta, usada na esterelização de alimentos e instrumentos cirúrgicos); raios-X e raios gama).

Os principais sintomas da doença são caroço (nódulo) geralmente endurecido, fixo e indolor; pele avermelhada ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

A prática de atividade física e de alimentação saudável, com manutenção do peso corporal adequado, estão associadas a menor risco de desenvolver câncer de mama. Cerca de 30% dos casos podem ser evitados quando são adotados esses hábitos. A amamentação também é considerada um fator protetor.

As unidades hospitalares do INCA integram o Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecem tratamento integral às pessoas com câncer. Os agendamentos das avaliações iniciais serão encaminhados pelas Secretarias Municipais de Saúde ou pelas Secretarias Estaduais de Saúde para cadastro na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade. A Central gerencia as vagas disponíveis e define os locais de atendimento, seguindo critérios como proximidade com a residência do paciente e complexidade do caso.

Caso a Central encaminhe o paciente ao INCA, é necessário que ele se apresente na data agendada com a autorização de consulta e exame, original e cópia dos documentos de identidade, CPF, comprovante de residência e todos os laudos/exames atuais que comprovem o diagnóstico de câncer.

Por Renato Cardoso Guedes.
Redator Responsável pelo Jornal Livre de Barretos SP e Coordenador do núcleo do MBL em Barretos SP.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)