Economia
Os impactos do Covid-19 na economia do Distrito Federal

Dados alarmantes estimam 500 milhões de prejuízo e 20 mil demissões para o comércio

24/03/2020 09h12 - Por Marcos Johnny

A pandemia de Coronavírus pegou o mundo de surpresa, fazendo com que medidas de isolamento e de fechamento do comércio fossem necessárias para combater a proliferação do vírus. Com a adoção dessas medidas, o Governo do Distrito Federal (GDF) se viu obrigado a tomar a mesma iniciativa para minimizar o impacto do Covid-19 na saúde da capital do Brasil. Seguindo essa perspectiva, as contas dos empregadores se viram à beira de prejuízos gigantes.

Com a declaração de estado de emergência, os impactos da pandemia da Covid-19 provocarão, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista), um prejuízo de R$ 500 milhões. Além disso, a entidade prevê cerca de 20 mil demissões de funcionários no setor até 2 de abril. Causando preocupações sobre o futuro da economia na cidade.

Ainda, segundo a entidade, o fato ocorre por causa das vendas fracas desde o final de fevereiro e      as empresas tendo que pagar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) mesmo com as contas no vermelho. “O empresariado está com mercadoria estocada sem ter como vender”, disse o presidente do Sindvarejista, Edson de Castro.

O Combate à Pandemia

A ameaça do Covid-19 é real e o seu impacto na saúde é sem precedentes. Medidas tomadas para frear a pandemia são necessárias e cada estado analisa a melhor forma de se fazer o trabalho duro. A economia sofre, mas a saúde tem pressa.


Como em outras localidades do país, o GDF tomou medidas para combater a doença. E uma delas é o decreto que orienta o fechamento do Comércio em toda cidade. O texto determina que serão fechados:

  • estabelecimentos comerciais, de qualquer natureza;
  • shoppings;    
  • bares e restaurantes;    
  • lojas de conveniência;    
  • salões de beleza e centros estéticos; e    
  • cultos e missas de qualquer credo ou religião.


A medida mantém funcionando os chamados de serviços essenciais, tais como:

  • clínicas médicas;
  • laboratórios e farmácias;
  • mercearias, padarias, açougues e peixarias;
  • postos de combustíveis;
  • operações de delivery e supermercados; e      
  • lojas de materiais de construção e produtos para casa.


Segundo análises de Edson de Castro, “Hoje, o comércio emprega 100 mil pessoas, não há dúvidas de que haverá demissões. Foi todo mundo pego de surpresa. As demissões são nossa grande preocupação, pois não houve uma preparação para o meio empresarial. O lojista não vai ter como pagar aluguel, imposto, funcionário, sem abrir as portas, sem vender”.

O governo busca formas para colocar a economia em segurança em meio a crise, e nós fazemos nosso papel, o de ficar em casa.


Fonte: Metrópoles.