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Os excessos de um partido

A guerrinha do PSL e suas consciências.

26/10/2019 19h28 - Por Beatriz Ferrarez

(Foto: Pedro Ladeira/ Folhapress)

No caso de Martinho Lutero (1483-1546) analisado por José Roberto de Castro Neves destaca que a vida sem críticas leva, em regra, aos excessos, pois cá temos um, o racha no Partido Social Liberal – que de liberal não tem nada – levou uma série de problemas ao presidente desta República e, por consequência, seus filhos, o clã Bolsonaro.


Já deve ser de entendimento nacional que não é necessário uma oposição ao partido do governo, uma vez que, o próprio partido se torna o inimigo. Desde que saiu o famoso vídeo de Jair Bolsonaro dizendo “o Bivar já está queimado”, a laranja rolou ladeira abaixo. O palanque no twitter do pai e dos filhos andam escandalosos, já que os mesmos gostam bastante de reproduzir o seu “ódio’’ a base de memes, ou melhor, emojis. A que ponto chegamos? Não, isso ainda não é o fim.

Vejam.
A nova política, assim denominada, logo depois das eleições de 2018, não parece colar mais, tratando das besteiras ditas pelo lado bivarista e bolsonarista. Segundo o podcast do BR18, não faz sentido ter uma guerrinha neste momento e, de fato, não faz, mas o Senhor Presidente não consegue entender que é uma figura importantíssima ao país e isso tem um peso enorme. Deveria saber que sua ‘torcida’ é fanática e política no Brasil virou sinônimo de futebol e churrasco de domingo, o que é um grande erro.
Nessas horas de aflição e instabilidade é que nascem os autoritários, nota-se em todos os acontecimentos históricos. Analisando. Depois da Primeira Guerra Mundial, os países perdedores da guerra estavam politicamente e economicamente frágeis a ponto de nos levar aos excessos, ou seja, Hitler conseguiu sua maioria na Alemanha fraturada, Oswald Mosley trouxe a ideia de fascismo à Inglaterra – mesmo que não tenha obtido o seu objetivo final – a crescente de Stalin na Rússia, além das ditaduras na América.


Os excessos aqui tratados são claros e objetivos, Bolsonaro pai não soube separar o público do privado em relação ao seu cargo político e sobre ter três de seus filhos dando palpite e querendo se meter onde não os diz respeito. Compraram uma briga de graça, se era isso que queriam, Joice Hasselmann concorrerá à prefeitura de São Paulo no ano que vem – o que não era novidade – a mesma também foi convidada para uma entrevista no RODA VIVA, programa da rede Cultura, logicamente, fora questionada sobre o grande racha do partido, não deixou de atacar, principalmente, os Bolsonaros filhos. Mostrou-se uma Joice cética, porque a campanha começa aqui e a cores.


Acaba que Lutero segue a sua consciência e mantem o protestantismo. Afinal, a briga interna do PSL terminará de forma harmonizada entre as alas? Só sei que esses parlamentares não têm mais consciência alguma a seguir.