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Operação Casa de Papel: ex prefeito de Sorocaba é apontado pelo Gaeco como chefe de suposta organização criminosa

Além do Prefeito cassado de Sorocaba, outros 17 foram denunciados.

11/03/2020 23h35 - Por Diego Ramos

Promotora do Gaeco, Maria Aparecida Castanho, durante entrevista coletiva (foto:Cruzeiro do Sul)

A promotora do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Maria Aparecida Castanho, durante entrevista coletiva na manhã do dia 10/03, informou que os indiciados na operação “casa de papel”, incluindo entre eles, o ex-prefeito cassado José Crespo (DEM), podem ser presos caso descumpram as medidas cautelares impostas pela justiça. O ministério público concluiu que houve corrupção cometida pelo Governo Crespo, com essa etapa encerrada, a promotora informou que irá aguardar o posicionamento dos acusados e espera a instrução do processo.
Ao ser questionada sobre quem seria o chefe da quadrilha, a promotora deu a seguinte declaração: “foi atribuído a ele [Crespo] o comando da organização”. “O dono do cofre é o prefeito. Ele teria que saber disso [dos crimes ocorridos dentro da prefeitura]. Você tem que ter conhecimento como ordenador de despesa. Se alegar que não tem conhecimento, também não pode, tá na lei”.

Além de crespo, outros 17 investigados (entre eles secretários, servidores públicos e empresários) na operação foram denunciados por organização criminosa, a denúncia apresentada consta com mais de 250 páginas, e a investigação durou quase um ano, os promotores comprovaram que houve fraude e direcionamento em licitações. Através da quebra de sigilo bancário dos envolvidos, o Gaeco identificou variações financeiras acima da remuneração recebida por eles, segundo a promotora, a organização criminosa superfaturava contratos e instituía pagamentos de propina (a chamada “taxa de retorno”). Foi apontado que houve benefício para empresários em 19 contratos.

Além das acusações, de acordo com o GAECO, Tatiane Polis – Ex Assessora de Crespo, nunca se desligou da prefeitura e recebia dinheiro no esquema, apesar de atuar como voluntária no governo. A promotora explica que ela era responsável pela agenda do grupo, que se reunia em um “gabinete estratégico”.

Link da coletiva completa com Maria Aparecida Castanho, promotora do GAECO: https://www.facebook.com/portalipaonline/videos/517303979192726/

Fonte: http://jornalipanema.com.br/