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O que acontece quando o Estado desobedece a lei?

Mãe de 3 filhos morreu esperando internação na UTI

03/02/2020 16h45 - Por Jonas Fernandes

O mês de fevereiro começou com uma fatalidade. Neste sábado (1), Alexandra Cabral Bonilha, mãe de 3 filhos e esposa, de 38 anos, morreu esperando a internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base.

A história começa em julho de 2019, quando Alexandra foi internada com câncer, no Hospital de Base, 6 de janeiro. Três dias depois (15), o relatório médico avaliou seu estado como grave e informou a necessidade de internação na UTI urgentemente.

A família apelou à Justiça no mesmo dia para que a mãe fosse internada em rede pública ou particular, conforme a Constituição diz em seu art. 196: A saúde é direito de todos e dever do Estado. A família retornou três dias depois (18) para a Justiça, que determinou ao governo que Alexandra fosse internada imediatamente, sob pena de pagar R$ 5 mil por cada dia de descumprimento.

Enquanto internada na unidade de Hematologia, Alexandra foi infectada por uma bactéria, motivo pela qual foi enviada para uma área de isolamento e entubada.

A UTI chegou para Alexandra no fim do mês (29), e no fim de sua vida, pois a mãe de família não resistiu e faleceu na madrugada de sexta-feira (31).

A declaração do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF) transferiu a responsabilidade para a Secretaria de Saúde:

“O IGESDF informa que A.C.B [paciente] foi transferida para um leito de UTI no dia 28 de janeiro. As vagas são reguladas pelo Complexo Regulados da Secretaria de Saúde do DF e direcionadas conforme gravidade estabelecida por protocolo clínico.”


Fonte: G1