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O problema do presidencialismo brasileiro

O presidencialismo deve ter maior independência entre os Poderes, todavia, no Brasil, não funciona bem assim, devido à falta de compreensão dos respectivos papeis políticos.

15/10/2019 15h53 - Por Beatriz Ferrarez

(Foto:Ag Senado)

O Brasil tem como seu sistema de governo o presidencialismo que está ligado à forma como se relacionam os Poderes, sendo estes, o Poder Legislativo e o Executivo dentro do exercício de suas funções governamentais. A priori o presidencialismo deve ter maior independência entre os Poderes, todavia, no Brasil, não funciona bem assim, devido à falta de compreensão dos respectivos papeis políticos.

A crise que está sendo instalada nessa nova gestão, ou melhor, neste novo governo parece ser crítica a ponto de destruir todos os tipos de relações sejam elas políticas ou sociais. Exemplo claro é o fato do Presidente da República ter sido expulso do PSL (Partido Social Liberal), que tem como líder o Sr. Luciano Bivar. Além das alas construídas da Direita, principalmente a denominada Olavista, da qual deixou e pediu para que a militância ultrapassasse o próprio indivíduo, logo este que é tão necessário à ascensão de um grupo ou ideal político.

O problema do presidencialismo é achar que sabemos como funciona o sistema, é achar que não há corporações terríveis o suficiente para quebrar um país, é achar que se pode chegar ao poder com delírio e fúria, é achar que existe a desejada separação dos Poderes, é achar tanto que não se põe nada em prática. Mas nem só de ilusões vive o homem, pois diversos parlamentares tem feito um grande trabalho tanto na Câmara dos Deputados como em nosso Senado Federal. Uma pena que, infelizmente, são a minoria esmagada.

O poder em si também presente no problema do presidencialismo, já que a figura do brasileiro, por mais humano que for, tem o seu método de lidar com os colapsos e quedas, vale ressaltar o quanto gostamos de repetir experiências ruins já vivenciadas. O regime de governo do qual estamos inseridos, ou seja, a democracia, que é subdividida em três tópicos, são estas: Direta, Indireta ou Representativa, Semidireta ou Participativa, elas estabelecem a prática de cada regime, por exemplo, a forma adotada pela Constituição Federal de 1988 é a da Democracia semidireta ou participativa, que são autoexplicativas.

A verdade é que não há uma cura exata para o problema do presidencialismo, em especial, o presidencialismo brasileiro, tendo em vista, a caminhada pela qual estamos trilhando e construindo, a política nunca fora tão importante como ela é hoje, isso demostra uma evolução humana do país, deve ser destacada e lembrada, para que não esqueçamos quando foi que esta terra tropical passou a pensar mais sobre o que realmente importa do que a balela dos problemas alheios. Estou certa de que a trajetória é longa e estamos no começo, porém é preciso acreditar que um dia seremos civilizados, para que desta forma possamos seguir em ações inteligentes e mobilizadoras, desconstruindo o mito que nos foi deixado, assim, dominarmos o que somos como regime de governo.