Minas Gerais
O caso das cervejas em Belo Horizonte

A fábrica, foi interditada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Secretaria de Estado de Saúde informou na noite desta segunda-feira (13) que 17 casos de intoxicação por dietilenoglicol foram notificados, sendo 16 pacientes homens e uma mulher.

14/01/2020 13h54

Por: Flavio Gontijo

Nos últimos dias a população mineira foi surpreendida pela noticia de que um senhor havia falecido em decorrência de uma intoxicação.
O incomum foi que os médicos e demais profissionais da área não conseguiam diagnosticar o que teria causado a intoxicação.

No dia 9 de janeiro, quinta feira, todos estavam preocupados, pois o caso era tratado como uma síndrome desconhecida e não se sabia de onde isso teria surgido, e mesmo com o aumento dos casos, o povo continuava sem resposta. Além do caso que acabou em óbito tinham-se mais sete pessoas internadas. Antes da referida data, começaram a rodar no aplicativo de mensagens “WhatsApp” um texto que dizia que essas pessoas teriam comprado a cerveja Belorizontina em supermercados do bairro Buritis.

Na quarta feira, 8 de janeiro, a empresa Backer, que fabrica a referida bebida, negou que esta possa ter relação com os sintomas apresentados pelos pacientes e declarou que as mensagens são mentirosas.

Na quinta, dia 9, a Policia Civil foi até a fábrica da Backer situada no bairro Olhos D’Água, onde foram apreendidas algumas garrafas dessa cerveja para se fazer algumas investigações.

Após as comparações entre a substância encontrada na cerveja e nas pessoas que estavam internadas, a polícia revelou nesta segunda-feira, ter identificado dietilenoglicol em um equipamento da Backer. A empresa afirma não fazer uso da substância suspeita de causar a síndrome nefro-neural.

Segundo o médico legista Thalles Bittencourt, superintendente de polícia técnico-científica da Polícia Civil, as notas fiscais apresentadas pela empresa são de monoetilenoglicol, que após ter um galão periciado foi confirmado a presença da substância. No entanto, a amostra tirada do equipamento responsável pelo resfriamento da cerveja, também apontou a presença do produto tóxico encontrado nos lotes contaminados. “Esse líquido circula pelos tanques de cerveja, a princípio, sem contato com a bebida. Essa amostra comprovou se tratar de monoetilenoglicol e dietilenoglicol.”

A fábrica, foi interditada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Secretaria de Estado de Saúde informou na noite desta segunda-feira (13) que 17 casos de intoxicação por dietilenoglicol foram notificados, sendo 16 pacientes homens e uma mulher. Quatro casos foram confirmados e 13 são investigados. Uma das vítimas morreu. A suspeita é de que elas tenham sido contaminadas ao ingerir a cerveja Belorizontina, da Backer, já que amostras de três lotes da bebida estavam com a substância.

Mesmo sendo considerada a melhor cervejaria das Américas, a população já ensaia uma espécie de boicote à marca antes mesmo de uma decisão do Estado. Vale ressaltar que os cidadãos mineiros dão uma aula de livre mercado, procurando outras marcas na hora de adquirir esse tipo de produto.

As investigações ainda estão acontecendo e em breve teremos o desfecho. O MBL-BH deixa os pesares aos familiares das vitimas.

Os lotes contaminados são: L2 1354, L1 1348 e L2 1348.

Locais onde as garrafas serão recolhidas pela Secretaria de Saúde:
Barreiro: av. Olinto Meireles, 327 – Barreiro
Centro-Sul: av. Augusto de Lima, 30 – 14ª andar – Centro
Leste: rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
Nordeste: rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
Noroeste: rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
Norte: rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
Oeste: av. Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
Pampulha: av. Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
Venda Nova: av. Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – Parque São Pedro

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