fbpx
Rio de Janeiro
Nome do PM responsável pela morte da menina Ágatha é divulgado

Ele, porém, errou. O projétil bateu em um poste, se fragmentou, passou pelo banco traseiro e atingiu as costas de Ágatha. Era uma sexta feira, por volta das 21:30h.

03/12/2019 17h20


O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial militar Rodrigo José de Matos Soares, 38, pela morte da menina Ágatha Félix, 8. O tiro acertou a menina quando voltava de um passeio com a mãe, em 20 de setembro, no Complexo do Alemão, RJ.

O Policial Militar foi acusado por homicídio doloso (intencional) qualificado, “por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, em momento pacífico na localidade, com movimentação normal de pessoas e veículos”. A pena para esse crime varia de 12 a 30 anos de prisão.

A Promotoria pediu que a Justiça suspenda a autorização do agente para o porte de arma de fogo e o afaste das ruas, o que já foi feito, segundo a Polícia Militar. Também solicitou que ele seja proibido de ter contato com as testemunhas, compareça de tempos em tempos ao juízo e seja impedido de viajar.

A menina Ágatha Félix, 8, morta em setembro no Rio de Janeiro por tiro de policial
A menina Ágatha Félix, 8, morta em setembro no Rio de Janeiro por tiro de policial – Reprodução

A denúncia segue o resultado do inquérito da PCERJ, entregue dois meses após o caso. Segundo as investigações, o cabo Soares, que trabalhava na UPP da região da Fazendinha, atirou quando dois suspeitos passavam de moto em alta velocidade ao lado da Kombi.

Ele, porém, errou. O projétil bateu em um poste, se fragmentou, passou pelo banco traseiro e atingiu as costas de Ágatha. Era uma sexta feira, por volta das 21:30h.

As informações são da Folha UOL.

Coordenador estadual do MBL no Rio de Janeiro, Estudante de Gestão Pública e defensor da Vida, liberdade e propriedade.