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MPL realiza quinto ato contra o aumento da tarifa do transporte público em SP

Neste quinto ato, surpreendentemente, não houve registro de confronto entre manifestantes e a PM

31/01/2020 15h02 - Por Antonio Glenio

E mais uma vez, para atrapalhar a vida do cidadão paulistano, o Movimento Passe Livre (MPL) realizou nesta quinta-feira (30) o seu quinto ato. Eles protestam contra o aumento da tarifa do transporte público, que passou de R$4.30 para R$4.40 em 2020, e defendem que o valor seja ainda menor. Essa nova tarifa entrou em vigor no começo deste mês.

Neste quinto ato os manifestantes se concentraram na frente da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Eles ocuparam parcialmente o viaduto do chá. O protesto acabou às 19h, e surpreendentemente, não houve confronto com a PM.

O primeiro ato ocorreu no dia 7 de janeiro, quando manifestantes se aglomeraram dentro da Estação Trianon-Masp na tentativa de pular a catraca do metrô para não pagar a tarifa. A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogênio e, em resposta, integrantes do MPL depredaram a estação e atiraram objetos contra os policiais.

O segundo ato, ocorreu no dia 9 de janeiro, e a confusão aconteceu na entrada da Estação República quando novamente os manifestantes pretendiam pular a catraca. A polícia bloqueou as entradas da estação. Novamente, os manifestantes avançaram e arremessaram objetos contra a PM. Foram necessárias bombas de efeito moral para dispersar as pessoas, e duas foram detidas.

O terceiro ato ocorreu no dia 16 de janeiro. Os policiais tentaram impedir que os manifestantes chegassem até a Rua Consolação, e fizeram um cordão para bloquear a passagem da rua. O confronto se deu no cruzamento da Avenida Ipiranga com a Avenida São João. Os policiais concentraram os manifestantes na Praça da República, e novamente houve vandalismo. Agências bancárias foram depredadas e cinco pessoas foram detidas.

E o quarto ato acorreu na no dia 23 de janeiro, onde novamente houve confronto entre os manifestantes e os policiais. Foi necessário o uso de bombas de efeito moral para dispersá-los. Como de costume, houve vandalismo. Agências bancárias foram depredadas e a polícia prendeu três pessoas.

Percebe-se que em todos os atos, com exceção do quinto, houve confronto com a polícia e atos de vandalismo.

Houveram denúncias por parte do MPL sobre a conduta dos policiais que atuaram nos protestos. Elas foram acatadas pela Ouvidoria da Polícia Civil que notificou a Corregedoria da Polícia Militar para investigar o caso.

Essa já é a quinta manifestação desse grupo que, nos quatro primeiros atos, deixou um “rastro” de confusão e de vandalismo na cidade. Eles depredaram estações de metrô, agências bancárias e desrespeitaram os policiais.

É importante lembrar que, a estação de metrô que foi quebrada por eles, é usada no dia-a-dia por milhares de paulistanos que dependem daquele transporte para trabalhar. E esses trabalhadores serão prejudicados por vândalos que dizem defende-los, mas acabam só dificultando suas vidas.

Esses vândalos travestidos de manifestantes, promovem uma forma extremamente baixa e autoritária de fazer manifestação, demonstrando total desprezo pelas leis e pelo patrimônio público. Além da pauta absurda que eles defendem, que se implementada, aumentaria ainda mais a alta carga tributária que já é paga pelo paulistano. Parece que os integrantes do MPL não conhecem a famosa frase popularizada pelo economista Milton Friedman: “não existe almoço grátis”.

Revisores: Felipe Donadi e Cynthia Capucho.

Fonte: G1