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Mongaguá se vê sem saída

Em mais um final de semana de alagamentos em Mongaguá, a administração públicoa se cala e população fica sem saber o que fazer.

04/02/2020 13h44 - Por Abner Almeida

Algumas ruas ficam alagadas por meses, mesmo sem chuva.
(Foto:arquivo pessoal )

Alagamentos em Mongaguá, assim como em toda a região, são comuns no começo do ano. Chuvas com muito volume de água em curto espaço de tempo, cidades sem planejamento erguidas sobre rios aterrados e várzeas, ditam o cenário de terror vivido ano após ano.

Apesar de ser, em tese, uma obrigação as gestões seguirem o plano diretor, Mongaguá se vê há anos sem ninguém tomar uma atitude drástica contra as enchentes. Pelo contrário, cada vez mais escrituras são distribuídas em locais indevidos com fins eleitoreiros. Um caos anunciado!

O fim disso nós conhecemos bem: todos os anos, centenas de famílias se vêem obrigadas a comprar tudo de novo por perderem seus suados bens para a água. A população tem sua parcela de culpa pelo lixo que produz e pelos políticos que elegem, mas culpar a população por tudo seria razoável? É o que se espera de um administrador? Por que então se eleger líderes para administrarem a cidade, se os mesmos fugirão de suas obrigações na primeira oportunidade?

As chuvas caem todos os anos e infelizmente estamos submissos a isso, porém, aceitar as coisas como estão, sem uma ação que busque pelo menos minimizar o problema e a dor dos moradores, deixando-os entregues a própria sorte, nem de longe, é o que se espera de um gestor público. Mongaguá está submersa nas águas da omissão e do descaso!