Rio Grande do Sul
Mina Guaíba: histeria fundada ou inventada?

Analisando os fatos, verifica-se que há um sensacionalismo cultivado para impedir a abertura da Mina Guaíba.

01/02/2020 23h43 - Por Renan Della Costa

A cidade de Guaíba está em um período prolongado de estagnação econômica. O Município, que no final dos anos 90 tinha como certa a instalação da fábrica da Ford, perdeu a montadora para Camaçari, na Bahia (lembram do Olívio Dutra?). Agora, a região encontra-se novamente nas manchetes, em razão da mina Guaíba – que é a nova chance de desenvolvimento econômico.

O sensacionalismo cultivado com dedicação, inunda as redes sociais e os grupos de WhattsApp, por meio da narrativa de que a poluição da mina atingirá a Zona Sul de Porto Alegre, aumentando os casos de câncer, doenças respiratórias e afins, bem como a contaminação do solo, deixando a terra arrasada e o terreno utilizado. Há quem diga até ,que teremos desastres ambientais com a barragem , como o ocorrido em Brumadinho .

Importante ressaltar que, na época da instalação da fábrica da GM em Gravataí, seus detratores diziam que essas fábricas vinham por terem sido banidas do Primeiro Mundo. Alegavam que elas haviam poluído demais e então vinham para cá – sendo que na época era a planta mais moderna da marca. Mas espera: o assunto não era a mina de Guaiba? Por que citar fábricas de automóveis e Gravataí?

Simples: a narrativa não difere. Poluição, tecnologia em desuso e restos contaminados para as cidades do terceiro mundo, enfim, a mesma histeria de sempre. Camaçari, na Bahia, e Gravataí, no Rio Grande do Sul, tiveram aumento significativo de poluição? Não . E tiveram ganhos significativos na arrecadação? E como!

Vamos aos fatos? Não tem como acontecer um desastre como o de Brumadinho por um motivo simples: não terá barragem. Nem comparar minas antigas (como as imagens que se recebe nos grupos de WhatsApp) com as atuais , pois elas evoluíram , assim como as normas para a sua instalação. Aqui, o leitor pode acessar o Estudo de Impacto Ambiental.

As atuais usinas termelétricas a base de carvão poluem muito menos que as de antigamente, pois possuem filtros que reduzem significativamente a poluição. São a modalidade mais usada no mundo, uma vez que as de energia renovável são mais suscetíveis à variação e disponibilidade, sendo utilizadas por países como Estados Unidos, Alemanha , Polônia, Coreia do Sul e Japão. Portanto, mais uma parte da narrativa que se esvai.

Vale lembrar que no local onde hoje é a Fazenda Butiá, em Itapuã/RS, já houve uma mina. Isto é: a profecia de terra arrasada não se concretizou naquele solo, onde é possível encontrar plantação de soja e criação de gado. A hipótese de aumento de doenças também não foi verificada na região.

Outro ponto importante acerca da poluição: o gera poeira na extração de minérios é a movimentação do maquinário em geral. Por isso, há o caminhão pipa para molhar e baixar essa poeira, e não criar uma nuvem – como muitos relatam que seria um dos danos ambientais que passariam a existir com a Mina Guaíba.

Mas então, qual o real problema? Ao que parece, o maior problema para a esquerda é não conseguir convencer a população sem usar a força. Há informações de que existe um assentamento no local onde será instalada a Mina – e os moradores serão devidamente remanejados -, onde as famílias favoráveis ao projeto estão sendo ameaçadas por não comprarem a narrativa sensacionalista da esquerda. Confira a notícia no link e tire suas próprias conclusões).

O núcleo de Guaíba do Movimento Brasil Livre já se posicionou sobre esse tema. Veja no vídeo abaixo: