Rio Grande do Sul
Marchezan quer taxar os serviços de transporte por aplicativo

Marchezan quer solucionar a falta de competitividade no transporte público onerando serviços de aplicativos.

07/01/2020 08h00 - Por Camila Greff

Depois que foram divulgados os dados da Associação das Transportadoras de Passageiros, dando conta da redução no número de usuários do transporte coletivo, do aumento de tarifas, entre outros problemas na prestação do serviço que acarretaram a perda de competitividade, era de se imaginar que alguém iria tentar taxar aqueles que foram apontados pela ATP como os “vilões” do transporte público: os serviços de transporte por aplicativo.

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, estuda propor a taxação dos serviços de transporte por aplicativo, como forma de “enfrentar a crise no sistema de transporte coletivo”. Então, ao invés de oferecer um serviço de qualidade, seguir com projetos como o que visava a redução no número de cobradores ou, finalmente, privatizar a CARRIS, o Executivo municipal decidiu onerar um dos poucos serviços de transporte da capital gaúcha que dá certo.

E quem é que fica prejudicado pela “necessidade” de se estimular a competitividade no transporte coletivo? Os cidadãos porto-alegrenses, óbvio. Ao instituir uma taxa sobre serviços como Cabify, 99, Garupa e Uber, eles provavelmente aumentarão o preço, transferindo para o cidadão a compensação do valor da taxa. Logo, o serviço que você escolheu, por ser mais barato, vai ficar mais caro por conta de um outro serviço que você talvez nem utilize mais.

Esse valor, conforme foi informado pelo prefeito, seria revertido em alguma forma de aumentar a competitividade do serviço de transporte coletivo, como a redução da tarifa ou algum tipo de melhoria. Dessa forma, você financia um serviço de transporte coletivo do qual você pode já ter abdicado, em face da péssima qualidade e do valor excessivo das tarifas.