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Manifestantes do Movimento Passe Livre brigam com a PM e são presos

A tensão começou quando o grupo sugeriu tentar pular a catraca do metrô Trianon-Masp

09/01/2020 10h48 - Por Lucas Mehero

Estação Trianon-Masp/ Foto: Junior Nazário

Na terça-feira (07), membros do Movimento Passe Livre (MPL) entraram em confronto com a Polícia Militar após manifestação contrária ao aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, que passou para R$ 4,40 no dia 1º de janeiro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, 30 pessoas foram detidas.

A passeata iniciou em frente à sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá, e seguiu até a Avenida Paulista. Estava combinado com a polícia que o ato terminaria em frente ao MASP, mas os manifestantes continuaram até a estação Trianon-Masp, em frente à Fiesp. Após desrespeitar aquilo que foi combinado, o MPL afirmou que não sairia de lá, a não ser que seus membros pudessem entrar no metrô sem pagar pelas passagens.

Quando se iniciou uma movimentação no sentido de pular a catraca sem o pagamento da tarifa, a PM se posicionou em frente às entradas do metrô, impedindo a passagem dos manifestantes. Mesmo assim, alguns tentaram pular a catraca, desafiando a polícia. Objetos foram jogados contra policiais que faziam o cordão de isolamento.

O número de manifestantes e de policiais foi aumentando, até que um policial com um megafone solicitou a saída dos manifestantes por questões de segurança. Bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta foram usados contra os membros do grupo que, por sua vez, quebraram diversos vidros da estação.

Os 30 detidos foram levados ao 78º Distrito Policial para prestar depoimento.

O Movimento Passe Livre é favorável à gratuidade total das passagens de transportes públicos. Nas redes sociais, afirmam: “se o transporte é um direito, a tarifa nem deveria existir”.

O grupo erra tanto no mérito de sua pauta, que, se posta em prática, aumentaria consideravelmente os impostos, quanto no método autoritário de manifestação, desrespeitando a lei e o que foi combinado com a polícia. A ação do grupo de quebrar vidraças e atirar objetos contra a polícia é lamentável.

Revisores: Cynthia Capucho.