Pará
Lideranças comunitárias de distritos da capital entregam denúncia ao MPE/PA

Moradores deixaram com a Promotoria uma cópia do documento assinado por Alberto Beltrame, atual secretário estadual de saúde e exigem que o acordo firmado seja cumprido

03/02/2020 21h53

Na manhã desta última quinta-feira, 30 de janeiro, representantes da comunidade do Distrito de Icoaraci, Outeiro e ilhas, estado do Pará, conversaram com Síntia Quintanilha Bibas Maradei, 5ª promotora de Justiça Cível e de Defesa Comunitária e da Cidadania para esclarecer a condição dos hospitais Aberlardinho e Abelardo Santos. Na reunião, os representantes evidenciaram que a Secretária de Saúde do estado do Pará (Sespa) não honrou o documento assinado no dia 27 de janeiro durante uma encontro com os residentes do distrito.

Segundo o documento apresentado à promotoria, que possui assinatura do atual secretário estadual de saúde, Alberto Beltrame, o Hospital Abelardinho (antigo Hospital São Lucas) finalizaria seus trabalhos no dia 31 de janeiro, e a partir desta data, o Hospital Regional Abelardo Santos seria o encarregado. Entretanto, de acordo com testemunhos colhidos pela comissão, vários pacientes que procuraram atendimento no dia 29 de janeiro tiveram que retornar as suas residências sem serviço, pois o atendimento no local já estava encerrado.

A comissão também requer a reabertura do Abelardinho, pois desde seu fechamento a comunidade está desprovida de serviços como: atendimentos de urgência e emergência adulto, eletivo de pediatria, cirurgia infantil e internação hospitalar. Além deste fato consultas de dermatologia, geriatria, ortopedia e traumatologia tiveram que ser movidas para Belém, o que resulta em uma maior dificuldade para os residentes dos distritos e ilhas.

A promotora Síntia Maradei afirmou que: “O Ministério Público do Estado já expediu ofício à Sespa, pedindo que no prazo máximo de 10 dias preste informações e tome providências quanto as reclamações dos moradores dos distritos e ilhas. Após esse prazo vamos avaliar as medidas a serem tomadas para resguardar os direitos da população”.