Bahia
Liberdade de expressão e o politicamente correto

Artigo de opinião.

09/01/2020 09h02

A liberdade de expressão é um dos direitos fundamentais garantido pela nossa constituição federal. É o direito de expressar seus pensamentos, opiniões, entendimento sem ser censurado pelo estado ou qualquer outra instituição. Todavia, não é um direito absoluto. Ele é limitado pelo direito à honra do indivíduo, ou seja, nenhum pensamento ou expressão pode atentar contra a honra do indivíduo.
Paralelo a isso, vemos em nossos dias uma forma de censura social que já perdura a tempo e surgiu em tempos remotos, que vai além dos limites imposto pela constituição. É o chamado politicamente correto.
Esse termo surgiu a primeira vez na história em 1723 em uma decisão da suprema corte americana. No regime ditatorial de Stálin na antiga União Soviética em 1930, os comunistas usavam para lembrar que “os interesses do partido deveriam ser tratados como uma realidade acima da própria realidade“.
Em 1960 e 1970 o termo se aproximou mais a concepção que usamos hoje, após o discurso de Mao Tsé-Tung, cujo título foi traduzido no país como “Sobre a forma correta de lidar com contradições entre as pessoas.”
Nos nossos dias “o politicamente correto”, teoricamente, é uma proposta a que se use termos menos ofensivos as classes minoritárias como: gays, negros, deficientes, etc. Até ai, nenhum problema. A questão é que a esquerda se apropriou dessa narrativa para, de uma certa forma, censura qualquer parecer sobre esses grupos, no afã de “defendê-los”. Porém, o politicamente correto encerra esse grupo em uma espécie de bolha intocável e seus problemas não são tratados como deveriam, antes são vitimados e marginalizados.
Se a nossa constituição já delimita a liberdade de expressão, porque tentar de alguma forma controlar o que pode ser dito e a quem pode ser dito? Porque um determinado grupo social não pode ser alvo de questionamentos, opiniões e até de propostas que vá além do vitimismo?
A liberdade de expressão é o direito de falar a qualquer grupo sem ferir a sua honra, ainda que questione alguma postura ou critique alguma prática.
Foi assim que as civilizações avançaram: debatendo seus problemas, ouvindo o contraditório, pondo os assuntos mais polêmicos e diversos na “mesa”.
Censurar isso é ir além dos ditames da lei. É incorrer em erros piores e até desatentar às ofensas que são de fato dirigidas as classes minoritárias.

Por fim, vale a pena citar um texto de Milton Friedman que versa sobre a liberdade:
A essência da filosofia liberal é a crença na dignidade do indivíduo, em sua liberdade de usar ao máximo suas capacidades e oportunidades de acordo com suas próprias escolhas, sujeito somente à obrigação de não interferir com a liberdade de outros indivíduos fazerem o mesmo”.

Roberto Rodrigues

Juazeirense, estudante de psicologia, apaixonada pelo liberalismo econômico e pelo objetivismo.