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Indústrias do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) dão férias coletivas por falta de água

Crise hídrica afeta também 46 bairros em Anápolis.

22/10/2019 11h23

Com 156 indústrias ativas instaladas, o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) esta com falta de água para produzir, e muitas indústrias já estão dando férias coletivas para os funcionários. A crise hídrica causada pela falta de chuvas e pela falta de investimentos na ampliação do sistema de água pode gerar muitos prejuízos financeiros às indústrias do município. Uma das grandes indústrias que já anunciaram férias coletivas foi a Brainfarma. Em nota, a empresa informou que a medida será por 20 dias para cerca de 600 colaboradores. A Granol também desligou uma unidade de produção.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares, a situação é um colapso total. “Agora, nem racionamento está tendo mais. As indústrias que não têm poço artesiano estão sem água. Alguns bairros estão há sete dias sem, pois não há água suficiente para encher a caixa d’água e dar pressão. Mas não cuidaram da infraestrutura. As nascentes estão cheias de erosão e o reservatório assoreado. Imaginem, agora, o tamanho do prejuízo com as máquinas paradas”, destacou.

A questão é que a água que antes era fornecida somente ao DAIA hoje atende 46 bairros em Anápolis, com aproximadamente 125 mil moradores. O resultado é que indústrias e moradores enfrentam hoje, com a estiagem, um rigoroso racionamento de água.

De acordo com o presidente da Regional Anápolis da Federação das Indústrias de Goiás, Wilson de Oliveira, a Empresa de Saneamento de Goiás (Saneago) compra água da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), que administra o distrito. “Já prevíamos isso há cerca de 15 anos, mas não fizeram os investimentos”, diz o empresário. E continua “O governo não está oferecendo a mínima estrutura para as empresas do distrito, como água tratada e esgoto”. O contrato com a Codego é para 160 litros por segundo, o que representa 60% da capacidade do DAIA.

O vereador Lélio Alvarenga (PSC) afirmou na tribuna, nesta segunda-feira (21), o seu posicionamento em relação à crise hídrica em Anápolis e a postura diante da Saneago: a solução passa essencialmente pela construção de um grande reservatório para a cidade. Lélio defendeu a busca de novos pontos de captação de água, pois entende que o rio Piancó, que agora conta com o reforço da transposição do Capivari.

Segundo o vereador, Goianésia, que é uma cidade menor que Anápolis, possui pontos de captação de água mais adequados, como o Ribeirão Anda Só. “Essa Casa precisa endurecer quanto às cobranças. Acho interessante propor uma moção ao prefeito, para que só renove o contrato com a Saneago após iniciada a obra do reservatório”, concluiu.

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.