fbpx
Capital » São Paulo
Greve dos servidores públicos municipais

Cidadãos ficam sem atendimento em postos da subprefeitura e também em hospitais da capital.
Os servidores querem aumento de salário

07/11/2019 19h13 - Por Rodrigo Vieira

(Foto:G1)

Na manhã desta terça-feira (5), servidores públicos municipais realizaram uma paralisação, para reivindicar reajustes salariais que, segundo os grevistas, não há reajuste salarial desde 2013. “Temos uma perda salarial de 39%”, disse o secretário de comunicação do Sindsep, João Batista. Estavam envolvidos nessa greve servidores do nível básico e médio.


Servidores das subprefeituras, hospitais, procuradoria municipal, secretarias de cultura, habitação e gestão aderiram a essa greve e paralisaram todos os atendimentos, atrapalhando ainda mais a vida do cidadão paulistano. Cinco hospitais foram afetados graças a essa greve.

Hospital Municipal do Campo Limpo, Hospital Prof. Valdomiro de Paula (Itaquera), Hospital Municipal Prof. Alípio Corrêa Netto (Ermelino Matarazzo), Hospital Municipal Tide Setubal (São Miguel Paulista) e Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya (Jabaquara).


Nas subprefeituras de Itaquera, Parelheiros, Vila Mariana, Itaim Paulista, Sé, Pinheiros, Santo Amaro e Campo Limpo, não houve atendimento devido à greve.


Vale a pena fazer uma reflexão em relação ao setor privado. Curiosamente as paralisações não são tão frequentes quanto as greves públicas. Dificilmente se ouve falar de greve dos vendedores de imóveis ou greve dos empresários, diferentemente do setor público onde estamos sempre àa eminência de uma paralisação que irá atrapalhar, e muito, o nosso dia a dia. Constantemente ouvimos falar em greves como esta. Todos querendo uma fatia do bolo cada vez maior e quem paga essa conta é o cidadão.


Sobre o ocorrido a prefeitura disse, em nota, que cumpriu todos os compromissos assumidos com os servidores, concedendo abonos emergenciais para os agentes municipais com a liberação de R$100 milhões no Projeto de Lei Orçamentária anual 2020 para a reestruturação das carreiras.
João Batista da Sindsep comentou que os servidores estão desde março negociando com a prefeitura e que não tem data para encerrar a greve.

Revisores: Cynthia Capucho, Gabriel Castro, Felipe Donadi